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Homem é condenado a 17 anos de prisão por crimes sexuais contra meias-irmãs no Reino Unido

28 de Agosto de 2026 às 09:53 3 min de leitura

Adrian Austin, de 45 anos, foi condenado a 17 anos de prisão por estupros de vulnerável, agressões sexuais e ato indecente contra as meias-irmãs no Reino Unido. Os crimes ocorreram entre 1997 e 2001, sendo a condenação fundamentada em depoimentos e na recuperação de memórias via terapia EMDR

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Homem é condenado a 17 anos de prisão por crimes sexuais contra meias-irmãs no Reino Unido
Arquivo de família

Adrian Austin, de 45 anos, foi condenado a 17 anos de prisão após ser considerado culpado por crimes sexuais cometidos contra suas duas meias-irmãs, Nikita Dallison e Mellissa Arkwright, no Reino Unido. O réu foi sentenciado por seis acusações de estupro de vulnerável (relações sexuais com menores de 13 anos), quatro crimes de agressão sexual e um ato indecente contra menor, ocorridos entre 1997 e 2001.

Os abusos tiveram início em Manchester, na Inglaterra, quando Austin se mudou para a residência da família aos 10 anos. De acordo com o relato de Dallison, hoje com 36 anos, o comportamento do meio-irmão evoluiu de pedidos inadequados para contatos físicos e abusos sistemáticos contra ela e a irmã, Arkwright, que na época tinham seis e sete anos.

Recuperação de memórias e prova técnica

Um ponto central para a condenação foi a utilização da terapia de dessensibilização e reprocessamento por meio dos movimentos oculares (EMDR). Enquanto Dallison preservava as lembranças dos traumas, Arkwright, atualmente com 35 anos, sofria com a deterioração de sua saúde mental sem compreender a causa, pois não conseguia recordar os eventos da infância.

Após a denúncia formal feita por Dallison em 2021, Arkwright submeteu-se ao procedimento de EMDR — que utiliza estímulos sonoros, táteis ou visuais intermitentes para desbloquear memórias traumáticas. A terapia permitiu que a vítima recuperasse detalhes precisos do ambiente onde os crimes ocorriam, incluindo a descrição do quarto, do estrado da cama e de características físicas do agressor, evidências que foram fundamentais para o convencimento do júri.

Falhas investigativas e omissão familiar

A investigação conduzida pela polícia da região metropolitana de Manchester revelou que os abusos já haviam sido reportados em 1997. Na ocasião, a polícia ouviu Mellissa Arkwright, mas o caso foi arquivado. A detetive Rebecca Lovekin pediu desculpas formais às vítimas pela condução inadequada daquela primeira apuração, admitindo que a abordagem a crimes sexuais históricos evoluiu desde então.

Uma prova crucial foi a recuperação de uma fita VHS em um armazém policial, contendo a gravação do depoimento de Arkwright de 1997. Além disso, a investigação de 2021 apontou que os pais das vítimas tinham conhecimento dos abusos, mas mantinham a cultura de silêncio sob a premissa de que problemas familiares não deveriam ser expostos.

Provas materiais e desmentido do réu

Durante os interrogatórios, Adrian Austin negou a autoria dos crimes e afirmou que as irmãs jamais estiveram em seu apartamento em Manchester, para onde ele se mudou após a primeira denúncia, mas onde continuou a ter acesso às vítimas. A versão do réu foi derrubada quando Nikita Dallison descreveu com precisão a planta e a distribuição dos cômodos do imóvel, informações que coincidiram com os registros oficiais do local.

As vítimas, que possuem direito ao anonimato por lei no Reino Unido, decidiram abrir mão do benefício para tornar pública a história. Arkwright descreveu a condenação como a remoção de um "grande peso", assegurando que o agressor não poderá prejudicar outras pessoas.

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