IAF afirma ter atingido mais de 500 alvos no território iraniano durante operações militares conjuntas com EUA
Mais de 500 alvos foram atingidos pela Força Aérea Israelense no território iraniano. Ao menos 201 pessoas morreram e outras 747 ficaram feridas nos ataques, segundo informações da Sociedade Crescente Vermelho. A ONU pediu um cessar-fogo na região após a comunidade internacional condenar os atos de violência
A campanha militar conjunta entre Israel e os Estados Unidos no território iraniano desencadeou uma onda de violência que atingiu profundamente a população civil do Irã. A Força Aérea Israelense (IAF) afirmou ter atingido mais de 500 alvos, incluindo sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis em diversas localidades do país.
De acordo com informações da Sociedade Crescente Vermelho, ao menos 201 pessoas perderam suas vidas nos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel. A organização civil humanitária também informou que 747 pessoas foram feridas no conflito. Além disso, a oficial Agência de Notícias da República Islâmica (Irna) reportou um dos ataques ter sido em uma escola de meninas na cidade de Minab, deixando pelo menos 85 alunas mortas.
A ofensiva militar foi desencadeada dois dias depois das negociações entre os americanos e os iranianos sobre o programa nuclear do Irã. O país afirma que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos, mas Estados Unidos e alguns aliados não aceitam o desenvolvimento iraniano.
O governador da província de Hormuzgan, Ali Alizadeh, afirmou que os ataques atingiram um complexo esportivo, um salão ao lado de uma escola e mais dois locais residenciais. Ele também acredita que o número de mortes irá aumentar em virtude dos feridos.
A comunidade internacional reagiu à ofensiva com condenação. A ONU pediu um cessar-fogo na região, enquanto diversos países, incluindo o Brasil, repudiaram os ataques. Em retaliação aos atentados, o Irã lançou contra-ataques em território de países vizinhos que abrigam bases militares americanas.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, afirmou que seu país tem o direito de se defender. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou os ataques como uma medida para proteger os americanos no território iraniano.
A escalada da violência na região coloca em risco a estabilidade política e militar do Oriente Médio, levando à preocupação de que as consequências sejam sentidas por toda a comunidade internacional.