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Imagem térmica registra possível protótipo do caça de sexta geração da Boeing em Nevada

08 de Junho de 2026 às 12:11

Uma imagem térmica do canal Project Fear registrou, ao sul de Rachel, Nevada, uma aeronave com características semelhantes ao protótipo do caça F-47 da Boeing. O modelo integra o programa NGAD e tem previsão de primeiro voo para 2028

Imagem térmica registra possível protótipo do caça de sexta geração da Boeing em Nevada
NASA

Uma imagem térmica capturada por um canal do YouTube, o Project Fear, registrou a presença de uma aeronave incomum ao sul de Rachel, Nevada, sugerindo a existência de um protótipo do F-47, o futuro caça de sexta geração da Boeing. O registro, feito durante a noite, mostra um avião com geometria peculiar: morro largo, fuselagem central estreita, asas dianteiras pronunciadas e asas do tipo lambda posicionadas na parte traseira, sem a presença de uma cauda convencional.

As características visuais da aeronave coincidem com o design previsto para o F-47 e com a silhueta oculta no patch oficial da Agência de Gestão de Sistemas do programa. O contorno do demonstrador da Boeing aparece em amarelo na cauda de um fênix, seguindo um padrão de pistas deliberadas em insígnias de projetos sigilosos, como ocorreu anteriormente com o Bird of Prey nos anos 1990.

Anders Otteson, do canal Uncanny Expeditions, confirmou ter prestado consultoria técnica sobre equipamentos ao Project Fear, embora não estivesse presente no momento da gravação. A imagem repercutiu no Reddit, especificamente na comunidade r/area51, onde houve debates sobre a autenticidade do vídeo.

O F-47 é fruto do programa NGAD (Next Generation Air Dominance), que iniciou suas atividades sob sigilo e já realizou voos de teste com dois demonstradores X entre 2019 e 2022. O projeto da Boeing, que já se encontra em produção inicial, prevê seu primeiro voo para 2028. Com custo estimado entre 200 e 300 milhões de dólares por unidade — valor que dobra o preço de um F-35 —, a aeronave funcionará como um "sistema de sistemas", atuando como núcleo de coordenação para frotas de drones de combate colaborativos (Collaborative Combat Aircraft).

Enquanto o Pentágono mantém silêncio sobre o registro em Nevada e a Força Aérea dos EUA restringiu o acesso civil ao Tikaboo Peak para dificultar a observação da Área 51, a China avança com projetos abertos. Pequim já opera dois caças de nova geração: o J-36, da Chengdu, que voou em 26 de dezembro de 2024 e já teve quatro protótipos testados, e o J-50, da Shenyang, que apresenta asas lambda e toberas com vetorização de empuxo. Ambos os modelos chineses, com entrada em serviço prevista para 2030, são vistos regularmente em plena luz do dia.

Paralelamente ao desenvolvimento do F-47, a Marinha dos Estados Unidos trabalha no projeto F/A-XX, cujas especificações permanecem secretas. O cenário atual indica uma redução da hegemonia tecnológica americana no espaço aéreo, contrastando a visibilidade dos protótipos chineses com a dependência de imagens térmicas amadoras para a divulgação de avanços dos EUA.

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