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Incêndios florestais forçam a evacuação de 330 mil pessoas na França e na Espanha

26 de Julho de 2026 às 21:07

Incêndios florestais na França e Espanha forçaram a evacuação de 330 mil pessoas desde quarta-feira (22). O fogo consumiu 42 mil hectares em território francês e mobilizou militares e aeronaves da União Europeia para conter as chamas. Na Espanha, quase 60 mil pessoas deixaram as regiões de Madri e Ávila

Cerca de 330 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas residências e hotéis devido a uma série de incêndios florestais que devastam a França e a Espanha desde a última quarta-feira (22). O avanço das chamas é impulsionado por um cenário de seca prolongada, ventos fortes e temperaturas elevadas, mobilizando contingentes massivos de bombeiros e militares em ambos os países.

Crise climática e devastação na França

O território francês enfrenta uma das maiores catástrofes causadas pelo fogo desde a Segunda Guerra Mundial, com 42 mil hectares consumidos — área que equivale a quatro vezes a extensão de Paris. O governo classifica a situação como uma crise sem precedentes, com aproximadamente 30 focos ativos em todo o país.

A situação é mais grave no sudoeste, especificamente nas regiões de Landes e Gironde, onde o fogo avança em direção a Bordeaux. Apenas na noite de sábado (25), 55 mil pessoas foram evacuadas de vilarejos ao sul da cidade, elevando para mais de 220 mil o total de retirados no sudoeste francês. O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, informou que as chamas chegaram a 15 km da região metropolitana e entre 25 km e 30 km do centro urbano, embora a evacuação da cidade ainda não seja considerada necessária.

Para conter o avanço, a França mobilizou aeronaves, incluindo o cargueiro A400M adaptado para lançamento de retardante, além de 1.500 militares focados em proteger imóveis e coordenar as saídas forçadas. O presidente Emmanuel Macron prometeu a reconstrução das áreas atingidas e deve convocar uma reunião de emergência com seu ministério.

O fator climático é determinante: as regiões afetadas registraram temperaturas máximas médias de 32,2 °C em julho, marca que supera em 7,3 °C a média histórica observada entre 1961 e 1990.

Emergência florestal na Espanha

Na Espanha, a concentração de focos ocorre principalmente nos arredores de Madri, onde incêndios que iniciaram em pontos distintos acabaram se fundindo. De acordo com o Ministério do Interior espanhol, quase 60 mil pessoas deixaram as regiões de Madri e Ávila, enquanto outras 28 mil seguem confinadas.

O governo regional de Madri mantém 14 centros de emergência para prestar assistência a mais de 2 mil pessoas. A operação de combate conta com a Unidade Militar de Emergências (UME), que emprega 1.200 militares e 400 veículos nas áreas de Valência, Ávila e Madri.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez destacou que a preservação de vidas é a prioridade absoluta. Embora tenha registrado progressos no controle do fogo durante a última noite, Sánchez alertou para a instabilidade dos ventos e relacionou o desastre à emergência climática, citando que a Península Ibérica tem sofrido com eventos extremos, como tempestades, nevascas e incêndios.

Apoio Internacional

Diante da magnitude dos desastres, a União Europeia interveio no suporte logístico. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou o envio de 11 aeronaves (aviões e helicópteros) da frota europeia de combate a incêndios para atuar nas operações de socorro em solo francês e espanhol.

Com informações de G1

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