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Incêndios no sudoeste da Europa devastam mais de 250 mil hectares e afetam a qualidade do ar

30 de Julho de 2026 às 09:08

Incêndios no sudoeste da Europa devastaram mais de 250.000 hectares, com focos críticos na França e Espanha. O satélite Copernicus Sentinel-5P detectou a dispersão de aerossóis por centenas de quilômetros, atingindo a Península Ibérica, as Ilhas Baleares e zonas francesas

Incêndios no sudoeste da Europa devastam mais de 250 mil hectares e afetam a qualidade do ar
ESA/Copernicus/CC BY-SA 3.0 IGO

Incêndios florestais devastaram mais de 250.000 hectares no sudoeste da Europa, com focos críticos registrados na França e na Espanha. A propagação do fogo, intensificada por ondas de calor sucessivas e uma seca prolongada, atingiu áreas próximas a Madrid, Ávila, ao norte de Valência e na região de Gironda, resultando em mais de 1.254 focos detectados.

Monitoramento atmosférico e impacto regional

A magnitude do desastre superou a destruição territorial, afetando a qualidade do ar em regiões distantes dos focos. Dados coletados em 26 de julho pela Agência Espacial Europeia revelam que as emissões atmosféricas se deslocaram por centenas de quilômetros, cobrindo a Península Ibérica, as Ilhas Baleares e diversas zonas da França.

Essa dispersão foi mapeada pelo satélite Copernicus Sentinel-5P, que identificou uma vasta área avermelhada no Mediterrâneo Ocidental. A coloração indica a presença de aerossóis — partículas sólidas e gotas líquidas suspensas na fumaça — originadas nos incêndios de Gironda, Ávila e Valência.

Tecnologia de precisão espacial

O acompanhamento da poluição foi possível graças ao instrumento Tropomi, integrado ao Sentinel-5P. O equipamento realiza medições globais diárias com alta resolução, sendo capaz de detectar não apenas aerossóis, mas também gases como:

  • Dióxido de nitrogênio
  • Ozônio
  • Metano
  • Monóxido de carbono
  • Formaldeído
  • Dióxido de enxofre

A capacidade técnica do satélite permitiu constatar que as correntes atmosféricas transportaram a poluição para além das áreas queimadas, transformando os incêndios em um problema de saúde ambiental para regiões que não foram atingidas pelas chamas. A perspectiva espacial demonstrou que focos distintos podem gerar um sinal atmosférico unificado, evidenciando a escala alarmante da temporada de fogo no continente europeu.

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