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Irã anuncia que irá reagir à ampliação de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos

25 de Agosto de 2026 às 12:04

O governo do Irã anunciou que reagirá a novas sanções econômicas dos Estados Unidos, que atingiram 60 alvos nesta segunda-feira (24). O Tesouro americano excluiu instituições financeiras da China da lista de punições. O Paquistão atua como mediador para destravar o diálogo político entre Washington e Teerã

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O governo do Irã anunciou que irá reagir à ampliação das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, embora demonstre acreditar que seus principais parceiros comerciais não cederão à pressão de Washington. A resposta ocorre após o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, divulgar nesta segunda-feira (24) novas medidas restritivas contra 60 alvos, entre pessoas físicas, entidades e embarcações.

Apesar do endurecimento, o governo dos EUA evitou a aplicação das punições mais severas. O Departamento do Tesouro não incluiu na lista instituições financeiras da China, país que lidera a compra de petróleo iraniano há anos, embora o fluxo tenha diminuído desde a renovação do bloqueio aos portos iranianos em julho.

Tensões diplomáticas e a influência chinesa

A ausência de bancos chineses nas sanções ocorre em um momento estratégico, precedendo as negociações agendadas para o próximo mês entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Existe a preocupação de que retaliações chinesas, especialmente no setor de exportação de minerais essenciais, possam prejudicar o diálogo entre as duas potências.

Em resposta, a China declarou nesta terça-feira que sua cooperação com o Irã respeita o direito internacional e não deve sofrer interferências. Enquanto isso, Scott Bessent reiterou que nenhuma entidade está imune ao alcance das sanções americanas.

Mediação e tentativas de acordo

Paralelamente às sanções, há indícios de que Washington busca a retomada do diálogo político. Abbas Golroo, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, revelou que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, entregou ao Irã uma mensagem dos EUA com o objetivo de destravar o processo político.

O Paquistão tem atuado como mediador, com o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, classificando as trocas de ideias em Teerã como construtivas. O foco das negociações recentes é evitar a escalada do conflito e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.

Este cenário segue a instabilidade iniciada em fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel ao Irã. Um acordo provisório assinado em junho fracassou rapidamente, levando o Irã a retomar ofensivas que bloquearam a maior parte das exportações de energia do Golfo.

Impactos no mercado e segurança marítima

No setor financeiro, os preços do petróleo registraram queda pelo segundo dia consecutivo, indicando que operadores minimizaram o impacto imediato das novas sanções. No entanto, persiste a cautela quanto à capacidade do Irã de sabotar o transporte marítimo.

A instabilidade na região foi evidenciada hoje por um incidente reportado pela Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido: um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado, ficando inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, área situada na entrada do Estreito de Ormuz.

Anteriormente, o governo iraniano já havia sinalizado que a resposta a medidas econômicas americanas poderia envolver tanto ações militares quanto a redução drástica das exportações de petróleo da região.

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