Irã ataca bases aéreas no Kuwait e na Jordânia em resposta a ofensivas dos Estados Unidos
A Guarda Revolucionária do Irã bombardeou as bases aéreas Ahmed Al Jaber e Ali Al-Salem, no Kuwait, e a Muwaffaq Salti, na Jordânia. Teerã alega ter destruído caças F-35 e matado soldados dos Estados Unidos, enquanto o Exército norte-americano nega a perda de aeronaves
A Guarda Revolucionária do Irã intensificou as operações militares no Oriente Médio com ataques a bases aéreas no Kuwait e na Jordânia, marcando a retomada de uma escalada bélica contra os Estados Unidos e aliados na região.
Nesta sexta-feira (31), o braço militar iraniano confirmou a ofensiva contra a base aérea Ahmed Al Jaber, no Kuwait, justificando a ação como uma resposta a um ataque ocorrido na cidade de Qeshm. Até o momento, o governo norte-americano não confirmou a operação.
Ofensivas no Kuwait e Jordânia
A movimentação começou na quinta-feira (30), quando o Irã reivindicou o bombardeio da base militar Ali Al-Salem, também em território kuwaitiano. A decisão foi tomada após Teerã alegar que um míssil teria sido disparado a partir do solo do Kuwait.
Paralelamente, as forças iranianas atingiram a base Muwaffaq Salti, na Jordânia, instalação onde três militares dos EUA morreram no dia 18 deste mês. O Irã afirmou ter eliminado soldados norte-americanos e destruído caças F-35 — aeronaves de alta tecnologia que podem custar até US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 511 milhões) cada.
O Exército dos EUA rebateu as alegações, negando a perda de jatos e informando que todos os drones e mísseis foram interceptados ou não atingiram os alvos, embora não tenha negado a ocorrência do ataque.
Contexto de retaliação e instabilidade
As ações recentes são apresentadas por Teerã como retaliação a bombardeios dos Estados Unidos contra território iraniano na noite de quarta-feira. Segundo o regime, a operação norte-americana resultou na morte de três militares da Guarda Revolucionária, além de causar vítimas civis.
A base de Muwaffaq Salti já havia sido alvo de mísseis balísticos na terça-feira, em um episódio classificado pelos EUA como "ataque surpresa", cujos projéteis teriam sido interceptados. O histórico recente da instalação é crítico: no ataque do dia 18, a falha no sistema antimísseis deixou soldados vulneráveis, resultando em três mortes.
Este novo ciclo de confrontos expande a zona de conflito para além do Estreito de Ormuz, transformando a disputa entre EUA e Irã em uma série de trocas diárias de ataques que agora impactam outros países do Oriente Médio.