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Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de sete exigências dos Estados Unidos

04 de Outubro de 2026 às 12:00 2 min de leitura

O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de sete exigências de um acordo com os Estados Unidos. A proposta, apresentada na ONU, prevê a normalização da via marítima em sete dias. O Catar atuou como intermediário na resposta de Washington

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O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de sete exigências estabelecidas em um acordo provisório firmado com os Estados Unidos em junho. A declaração foi feita neste domingo (4) por Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano.

A proposta de Teerã, apresentada durante a Assembleia Geral da ONU, prevê que a normalização da passagem marítima ocorra em até sete dias, desde que as condições sejam atendidas. Washington enviou a resposta a essa proposta na semana passada, utilizando o Catar como intermediário.

Impasse diplomático e segurança marítima

O governo iraniano defende que o período de exigências unilaterais e a demora no processo diplomático chegaram ao fim. De acordo com Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, as propostas norte-americanas mantêm o foco em questões nucleares, enquanto a prioridade de Teerã no momento é a segurança da via navegável.

O porta-voz esclareceu que, embora as posições gerais tenham sido transmitidas via mediadores, ainda existem pontos adicionais a serem comunicados aos EUA. Baghaei negou, ainda, que o Irã tenha oferecido inspeções de sua agência nuclear em troca da flexibilização de sanções, reiterando que não houve início de negociações nucleares com Washington.

Mediação e impacto global

O conflito, iniciado no final de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã, impactou severamente o fluxo de energia global, já que o Estreito de Ormuz era responsável pelo transporte de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Atualmente, as negociações buscam estabelecer um período de sete dias para a construção de confiança mútua. O objetivo é retomar uma versão aprimorada do memorando de entendimento de junho, que inclui medidas concretas sobre o programa nuclear iraniano. Segundo autoridades a par do processo, a divergência central entre as duas potências não reside nos componentes do plano, mas na sequência em que as medidas devem ser implementadas.

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