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Irã executa homem acusado de espionar a indústria de defesa para Estados Unidos e Israel

24 de Maio de 2026 às 12:03

O Irã executou por enforcamento, neste domingo (24), um homem acusado de espionar a indústria de defesa do país para Estados Unidos e Israel. A condenação é a primeira vinculada ao conflito iniciado em fevereiro. Paralelamente, Donald Trump confirmou a negociação de um memorando de paz com oito países

Um homem foi executado por enforcamento neste domingo (24) no Irã, sob a acusação de espionar a indústria de defesa do país para os Estados Unidos e Israel. De acordo com o Judiciário iraniano, o condenado transmitiu dados sobre as capacidades defensivas da República Islâmica durante o conflito iniciado em fevereiro, após ofensivas coordenadas entre americanos e israelenses.

Embora o governo iraniano tenha realizado diversas execuções desde o começo das hostilidades, focadas em casos de espionagem ou ameaças à segurança nacional referentes a crimes antigos, esta é a primeira condenação à morte vinculada diretamente à guerra atual.

Paralelamente ao episódio, as autoridades indicam a proximidade de um acordo de paz para encerrar o confronto. O presidente Donald Trump confirmou, no sábado (23), que um memorando de entendimento sobre a paz já foi amplamente negociado com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein, restando apenas a finalização do documento.

A proposta de pacificação prevê a extensão do cessar-fogo por 60 dias, período em que o Estreito de Ormuz seria reaberto de forma definitiva. O acordo também permitiria que o Irã comercializasse petróleo livremente e estabeleceria negociações para a imposição de limites ao programa nuclear do país.

Com informações de G1

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