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Irã inicia rituais fúnebres em homenagem ao ex-líder supremo Ali Khamenei em Teerã

03 de Julho de 2026 às 12:03

Teerã iniciou nesta sexta-feira (3) os rituais fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, morto aos 86 anos. As cerimônias seguem até quinta-feira (9) com eventos em Teerã, Qom, Karbala, Najaf e Mashhad. A operação de segurança mobiliza 265 mil agentes e militares

Teerã iniciou, nesta sexta-feira (3), a sequência de rituais fúnebres em homenagem ao aiatolá Ali Khamenei, que se estenderão até a próxima quinta-feira (9). O líder supremo do Irã morreu aos 86 anos, há cerca de quatro meses, vítima de um bombardeio coordenado entre Estados Unidos e Israel. Desde março, a sucessão do cargo vitalício — que detém a autoridade máxima política, militar e religiosa da teocracia islâmica xiita, acima do parlamento e da presidência — foi assumida por seu filho, Mojtaba Khamenei.

A programação teve começo com um evento restrito a autoridades governamentais e representantes estrangeiros na mesquita Grande Mosalla. O governo iraniano excluiu convidados dos Estados Unidos e de países europeus para a ocasião. A partir das 6h de sábado (horário local), as cerimônias serão abertas ao público.

O cronograma de despedidas prevê um cortejo em Teerã na segunda-feira (6), seguido por uma cerimônia em Qom, na terça-feira. Na quarta-feira, as homenagens ocorrem nas cidades iraquianas de Karbala e Najaf. O sepultamento final está marcado para quinta-feira, no santuário do imã Reza, em Mashhad, centro de relevância para o islamismo xiita.

Para viabilizar a logística, a capital iraniana foi decorada com bandeiras e faixas pretas, com a instalação de estruturas de apoio ao longo do trajeto da procissão. A operação de segurança envolve a mobilização de 65 mil agentes nas províncias de Mashhad, Qom e Teerã, além de 200 mil militares e policiais distribuídos por fronteiras e rodovias que levam a esses centros.

O brigadeiro-general Ahmadreza Radan, comandante das forças de segurança, detalhou a implementação de 15 mil postos de controle e o uso de 16 mil patrulhas especiais para gerir o fluxo de milhares de pessoas esperadas nos rituais. Aeroportos e portos terrestres foram preparados para o recebimento de delegações e visitantes internacionais.

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