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Irã realiza cortejo fúnebre após recuperação de restos mortais de crianças em escola bombardeada

22 de Julho de 2026 às 12:13

O governo do Irã realizou cortejo fúnebre nesta quarta-feira (22) após a recuperação de restos mortais de 34 crianças em uma escola de Minab. O bombardeio de 28 de fevereiro deixou mais de 175 mortos e é alvo de investigação do Pentágono, que apura a responsabilidade de forças americanas no ataque

O governo do Irã realizou, nesta quarta-feira (22), um cortejo fúnebre para as vítimas de um bombardeio ocorrido em uma escola na cidade de Minab, região sul do país. A cerimônia foi motivada pela recuperação de 68 conjuntos de restos mortais, referentes a 34 crianças que já haviam sido sepultadas anteriormente, retirados dos escombros do local.

O ataque com mísseis aconteceu no dia 28 de fevereiro, durante o primeiro dia de guerra. Na ocasião, um funeral massivo reuniu milhares de pessoas em 3 de março. A Cruz Vermelha do Irã e veículos de imprensa locais divulgaram imagens dos corpos recentemente encontrados, referidos pelas autoridades como "mártires".

Investigação e responsabilidades

De acordo com informações divulgadas pela Reuters em 5 de março, uma apuração militar interna dos Estados Unidos indicou que as forças americanas provavelmente foram as responsáveis pelo impacto. O saldo do ataque, segundo dados do governo iraniano, foi de mais de 175 mortos, entre professores e crianças.

O Pentágono expandiu a investigação sobre o caso, embora ainda não tenha confirmado conclusões preliminares. Em junho, o Comando Central dos EUA classificou a análise como complexa, justificando que a escola para meninas estava situada em uma base ativa de mísseis de cruzeiro do Irã. A cúpula militar americana afirmou que o processo de investigação está em fase final.

Posicionamento dos Estados Unidos

Durante coletiva de imprensa na França, paralelamente à conferência do G7 em Evian-les-Bains, o presidente Donald Trump declarou que não houve intenção de atacar a escola, atribuindo o episódio a erros inerentes a conflitos bélicos.

Anteriormente, Trump havia alegado, sem a apresentação de provas, que o próprio Irã seria o responsável pelo ocorrido. Atualmente, o presidente americano afirma não possuir informações suficientes sobre o evento, mantendo a posição de que aguarda e aceitará os resultados da investigação em curso.

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