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Israel aprova entrada de força de segurança multinacional na Faixa de Gaza para plano de paz

26 de Julho de 2026 às 21:06

Israel aprovou a entrada de uma força de segurança multinacional com 200 membros, incluindo Uganda e Marrocos, na Faixa de Gaza. A medida integra o plano de cessar-fogo de Donald Trump e foi formalizada pelo gabinete de Benjamin Netanyahu neste domingo (26)

Israel aprova entrada de força de segurança multinacional na Faixa de Gaza para plano de paz
Reuters/Dawoud Abu Alkas

Israel aprovou a entrada de uma força de segurança multinacional na Faixa de Gaza, medida que integra o plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi formalizada pelo gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo (26), estabelecendo o marco legal necessário para a mobilização do contingente.

A missão, batizada de Força Internacional de Estabilização, contará com 200 membros de nações aliadas, incluindo Uganda e Marrocos. O destacamento desses militares ocorrerá em regiões que não estejam sob o domínio israelense, sendo que cada contingente estrangeiro dependerá de aprovação individual de Israel para ingressar no território.

Implementação do Plano de Paz

A medida tenta destravar a proposta de paz de Trump, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada das tropas israelenses, a ampliação da ajuda humanitária e a gestão civil do enclave por tecnocratas palestinos, organizados no Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).

Atualmente, o plano enfrenta estagnação: o grupo de tecnocratas permanece fora de Gaza e o Hamas se recusa a depositar as armas. Enquanto isso, Israel mantém o controle efetivo de cerca de 64% do território e anunciou a intenção de expandir essa área de domínio para 70%, mantendo operações militares diárias.

Governança e Crise Humanitária

A supervisão da força de segurança e a implementação do quadro de paz ficam a cargo de um Conselho de Paz, autoridade internacional abrangente. Como passo inicial para reativar o cronograma, o conselho planeja a criação de uma zona humanitária piloto para a população local.

A urgência da medida reflete a situação crítica de Gaza, onde cerca de 2 milhões de pessoas vivem em condições precárias, concentradas no litoral sob controle do Hamas, em prédios destruídos ou barracas. O cenário é resultado de dois anos de ofensiva israelense, iniciada após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Nickolay Mladenov, enviado de Trump ao Conselho de Paz, classificou a decisão de Israel como essencial para a estabilização da região, a desmilitarização e a transição para a administração transitória palestina.

O anúncio ocorre às vésperas da viagem de Netanyahu a Washington, na segunda-feira, onde terá uma agenda confirmada com o presidente Donald Trump na terça-feira. Ainda não há data definida para a mobilização efetiva das tropas.

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