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Israel condiciona retirada de tropas de Gaza ao desarmamento completo do Hamas

31 de Julho de 2026 às 12:08

Israel condicionou a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza ao desarmamento total do Hamas. O grupo aceitou a proposta de acordo de Donald Trump, mas exige que a entrega das armas ocorra simultaneamente à saída israelense

Uma autoridade israelense condicionou a retirada das tropas da Faixa de Gaza ao desarmamento completo e efetivo do Hamas. A declaração, feita nesta sexta-feira (31), estabelece que as Forças de Defesa de Israel não abandonarão a atual Linha Amarela — a demarcação de zonas de segurança definida no cessar-fogo — enquanto o grupo extremista palestino não se submeta a um processo de desarmamento genuíno.

A posição ocorre após o Hamas confirmar a aceitação de uma proposta de acordo mediada pelos Estados Unidos e anunciada, na quinta-feira (30), pelo presidente Donald Trump. Através de Ghazi Hamad e fontes de alto escalão, o movimento informou que as armas seriam entregues ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), órgão criado para governar o território. No entanto, o grupo impôs a condição de que a entrega do armamento ocorra simultaneamente à saída das tropas israelenses, esperando que o Conselho da Paz e os mediadores garantam o cumprimento dessa contrapartida.

Estrutura de transição e segurança

O plano apresentado por Donald Trump, descrito por ele como um "acordo histórico", prevê que a retirada de Israel aconteça após o desarmamento do Hamas. Nesse cenário, a responsabilidade pela segurança de Gaza seria transferida para uma nova força policial palestina, atuando em conjunto com a Força Internacional de Estabilização.

Esta última é uma organização em fase de implementação, composta por tropas de diversas nações sob a gestão do Conselho da Paz, cuja entrada em operação foi autorizada por Israel no último domingo (25). O Conselho da Paz também ratificou que o Hamas concordou com o cronograma detalhado para a execução das etapas seguintes do cessar-fogo.

Impasses nas negociações

O desarmamento do grupo islamista, que exerce o controle de Gaza desde 2007, tem sido o principal entrave para a conclusão da guerra, especialmente considerando que Israel controla atualmente mais de 60% do território. Para o governo israelense, a desmilitarização total de Gaza e dos demais grupos palestinos é pré-requisito para qualquer avanço.

Embora as negociações tenham ocorrido durante semanas no Egito para viabilizar a segunda fase do acordo, ainda existem resistências internas em Israel. Uma fonte política afirmou que a proposta não atende plenamente às exigências de desmilitarização e que o tema não foi discutido durante a reunião entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e Donald Trump na Casa Branca.

Como parte do processo de transição, o Hamas já havia anunciado, no início de julho, a dissolução do comitê que geria os assuntos civis da região desde 2007, manifestando a intenção de transferir tais atribuições ao NCAG.

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