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Israel intensifica operações terrestres e aéreas no sul do Líbano para desarmar o Hezbollah

30 de Maio de 2026 às 12:12

Israel intensificou ofensivas aéreas e terrestres no sul do Líbano para desarmar o Hezbollah, resultando em 3.355 mortes e mais de um milhão de civis deslocados desde março. O exército israelense ordenou a evacuação de vilarejos e avançou pelo rio Litani, enquanto o Hezbollah disparou foguetes contra o norte de Israel. Delegações militares de ambos os países se reuniram em Washington para organizar novas negociações previstas para junho

Israel intensificou as operações aéreas e terrestres no sul do Líbano com o objetivo de desarmar o Hezbollah, movimento xiita que rejeita negociações entre o governo libanês e o Estado judeu. A ofensiva resultou na classificação de grande parte da região sul como "zona de combate" e na travessia de soldados israelenses pelo rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira, conforme indicado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Neste sábado (30), o exército israelense ordenou a evacuação de mais de dez vilarejos libaneses antes de iniciar bombardeios em diversas localidades do sul. Entre as ações, um ataque de drone atingiu um veículo próximo a Nabatieh, ferindo gravemente dois soldados do exército libanês. Disparos de artilharia também foram registrados perto da fortaleza medieval de Beaufort, corroborando alertas do ministro da Cultura do Líbano sobre os riscos ao patrimônio histórico do país.

Em resposta, o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel. As forças israelenses interceptaram a maioria dos projéteis, mas um deles atingiu o território sem causar feridos. O cenário de instabilidade persiste mesmo após a trégua decretada em 17 de abril, que não foi respeitada por ambos os lados.

As autoridades libanesas, representadas pelo presidente Joseph Aoun e pelo primeiro-ministro Nawaf Salam, condenaram a ampliação dos ataques, especialmente em Tiro e Nabatieh, denunciando a destruição de residências e sítios históricos por meio de tratores.

Desde o início do conflito em março, as incursões israelenses no Líbano causaram a morte de 3.355 pessoas e deslocaram mais de um milhão de civis. Dados da Unicef apontam que, apenas na última semana, 15 crianças morreram e 62 ficaram feridas.

No campo diplomático, delegações militares de Israel e Líbano se reuniram em Washington na sexta-feira (29) para organizar a quarta rodada de negociações desde março, prevista para os dias 2 e 3 de junho. O Pentágono classificou o encontro como construtivo, servindo de base para as discussões políticas subsequentes, segundo o vice-secretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby.

Esses esforços ocorrem paralelamente a tratativas entre Estados Unidos e Irã, com Teerã exigindo que o fim das hostilidades no front libanês seja condição para qualquer acordo de encerramento da guerra no Oriente Médio. O presidente libanês reforçou ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que a implementação de uma trégua é indispensável para o avanço das negociações de segurança iniciadas em abril sob mediação dos EUA.

Com informações de G1

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