Japão intensifica alerta para fortalecer forças armadas devido a riscos estratégicos de países vizinhos
O governo do Japão intensificou o alerta para fortalecer suas forças armadas devido a riscos estratégicos da China, Coreia do Norte e Rússia. As medidas incluem a instalação de lançadores de mísseis em ilhas, aquisição de capacidades de contra-ataque e flexibilização na exportação de armas. O país também expandiu a cooperação de segurança com os Estados Unidos, Austrália, Filipinas e Coreia do Sul
O governo do Japão intensificou o alerta sobre a necessidade de fortalecer suas forças armadas sob um "senso de urgência e de crise". A declaração, feita pelo ministro da Defesa nesta terça-feira (4), ocorre após a publicação de um relatório governamental que aponta a elevação dos riscos estratégicos provenientes da China, Coreia do Norte e Rússia.
Cenário de instabilidade na Ásia-Pacífico
O documento oficial detalha que a China tem ampliado suas atividades nas proximidades do território japonês, registrando diversos incidentes ao longo de 2025. Além do crescimento individual das capacidades militares de Pequim e Pyongyang, o governo japonês manifestou preocupação com o estreitamento da cooperação entre a China e a Rússia, bem como entre a Rússia e a Coreia do Norte.
Em resposta a essas movimentações, o Japão adotou medidas concretas para ampliar sua defesa na região, incluindo:
- Implementação de lançadores de mísseis em ilhas periféricas;
- Aquisição de capacidades de contra-ataque;
- Flexibilização das normas para a exportação de armas.
Limitações internas e alianças globais
Apesar da decisão tomada em abril de suspender a proibição autoimposta à venda de armamentos, o relatório do governo alertou para gargalos na base de produção industrial do país, fator que pode prejudicar a inovação e a aquisição de novos equipamentos.
No campo diplomático, o ministro Koizumi reafirmou a aliança com os Estados Unidos em conversa com o homólogo americano, Pete Hegseth. O Japão também expandiu a cooperação em segurança com parceiros estratégicos, como Austrália, Filipinas e Coreia do Sul.
Reação de Pequim
O Ministério da Defesa da China, por meio do porta-voz Chen Xi, refutou as conclusões do relatório japonês. Para o governo chinês, o documento é baseado em narrativas falsas e serve como justificativa para que o Japão reduza suas próprias restrições militares.