Jovens alemães protestam por redução do custo de vida e mais investimentos em educação
Jovens manifestaram-se neste sábado em Berlim, Munique e Frankfurt por educação e menor custo de vida, reunindo 6 mil pessoas. Protestos semelhantes ocorreram na Itália, com mais de um milhão de participantes, e na França, onde trajetos foram proibidos. Na Espanha, autoridades detiveram integrantes do grupo Blocus para evitar vandalismo

Jovens alemães foram às ruas neste sábado (30) em manifestações que reivindicam a redução do custo de vida e a ampliação dos investimentos em educação. O movimento, impulsionado pela Geração Z, também manifestou oposição ao serviço militar obrigatório e integra uma onda de protestos que percorre diversas capitais europeias ao longo deste ano.
Mobilização na Alemanha
Apesar da expectativa dos organizadores de reunir 182 mil pessoas, os números oficiais registraram uma adesão significativamente menor. Nas cidades de Berlim, Munique e Frankfurt, a polícia contabilizou 6 mil participantes, contrastando com os 36 mil previstos no site do movimento.
As autoridades do Ministério Federal do Interior alertaram para a tentativa de grupos extremistas e movimentos estrangeiros de cooptar a mobilização. Em Frankfurt, o ministro do Interior do estado de Hesse, Roman Poseck, destacou a necessidade de evitar que os protestos sigam o padrão de violência observado na França, citando episódios de saques e ataques a forças policiais.
Como medida preventiva, estabelecimentos comerciais em diversas cidades, incluindo a avenida Kurfürstendamm, em Berlim, anteciparam o fechamento e reforçaram a segurança de suas fachadas com tábuas para evitar distúrbios.
Instabilidade na França e Itália
O cenário de tensão se estende a outros países do continente. Na França, o Conselho de Estado proibiu o trajeto planejado por sindicatos no centro de Paris para este sábado, sob a justificativa do governo de que haveria riscos graves à ordem pública.
Na Itália, a sexta-feira (30) foi marcada por confrontos. Em Turim, a polícia de choque utilizou canhões de água para conter manifestantes diante do edifício da Câmara. Em Roma, houve a queima de contêineres de lixo e arremesso de garrafas contra policiais, resultando em oito detenções e a identificação de até 300 pessoas.
A mobilização italiana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em cerca de cinquenta cidades, contou com a adesão de agricultores, bombeiros, estudantes e sindicatos. Em Gênova, cerca de 15 mil manifestantes, incluindo trabalhadores portuários, protestaram contra o uso dos portos para o transporte de armamentos. As pautas centrais na Itália incluem a exigência de salários mais altos, a manutenção de serviços públicos e a renúncia do Governo.
Repressão na Espanha
Na Espanha, as autoridades detiveram mais de dez integrantes do grupo Blocus, movimento conhecido por ações violentas. Entre os presos está o suposto líder da organização, de 20 anos. O grupo planejava realizar atos de vandalismo na noite deste sábado.