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Justiça Federal de Manhattan determina que Donald Trump pague indenização de US$ 5,8 milhões a Carroll

08 de Julho de 2026 às 15:13

A Justiça Federal de Manhattan determinou a liberação de US$ 5,8 milhões para a escritora E. Jean Carroll. O valor refere-se a uma indenização por difamação e abuso sexual devida por Donald Trump. A decisão ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar o recurso do republicano

Justiça Federal de Manhattan determina que Donald Trump pague indenização de US$ 5,8 milhões a Carroll
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A Justiça Federal de Manhattan determinou, nesta quarta-feira (8), que a escritora E. Jean Carroll receba a indenização de US$ 5,8 milhões devida por Donald Trump. O montante, que inclui juros sobre o valor original de US$ 5 milhões, estava depositado em uma conta judicial enquanto o republicano recorria da condenação por difamação e abuso sexual, estabelecida em 2023 na esfera cível. A liberação do pagamento ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter rejeitado a análise do recurso em 29 de junho.

A defesa do presidente tentou barrar a transferência dos fundos em documento protocolado na terça-feira (7), sob a justificativa de que Carroll deveria aguardar a avaliação de um novo pedido de reversão da sentença. Os advogados argumentaram que a doação do dinheiro, intenção declarada pela escritora, causaria um dano irreparável e a impossibilidade de recuperação dos valores caso a decisão fosse alterada. A equipe jurídica alegou ainda que o pagamento imediato poderia comprometer a confiança pública no sistema judiciário, citando preocupações de apoiadores e críticos sobre uma possível instrumentalização política da Justiça.

O conflito jurídico teve início em 2019, quando Carroll, ex-colunista da revista Elle, relatou em suas memórias ter sido estuprada por Trump por volta de 1996, em um provador da loja Bergdorf Goodman, em Manhattan. Donald Trump nega as acusações e sustenta que a escritora mentiu sobre os fatos tanto durante seu primeiro mandato quanto em 2022. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos EUA informou em maio a abertura de uma investigação criminal para apurar se Carroll cometeu perjúrio em depoimentos vinculados aos dois processos civis vencidos por ela.

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