Mãe e filho de seis meses são resgatados de escombros após terremoto na Colômbia
Socorristas resgataram, nesta terça-feira (11), uma mulher e seu filho de seis meses soterrados por um edifício em Cali, na Colômbia. As vítimas foram localizadas após um terremoto de magnitude 7,4 e levadas ao hospital em estado estável
Socorristas resgataram, nesta terça-feira (11), uma mãe e seu filho de seis meses que estavam presos sob os escombros de um edifício em Cali, na Colômbia. A operação ocorreu no segundo dia de buscas após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a região. As vítimas foram localizadas através de uma abertura nos destroços e, apesar de apresentarem pequenos cortes, foram encaminhadas ao hospital em estado estável.
Fatores de sobrevivência em desastres
A sobrevivência em cenários de soterramento depende criticamente do tempo. Nas primeiras horas após o evento, as chances de resgate com vida são maiores, mas a probabilidade cai para cerca de 5% após sete dias.
No caso de bebês e crianças, a menor estatura física pode ser um fator determinante, pois facilita a acomodação em pequenos espaços de ar entre as estruturas colapsadas. Embora adultos com maior instinto de sobrevivência e raciocínio preparado possam ter vantagens naturais, a probabilidade de ficarem presos em escombros é superior à de crianças.
Riscos de desidratação e temperatura
A manutenção das funções vitais depende da disponibilidade de oxigênio, água e alimentos. A água é o elemento mais crítico, sendo essencial para a circulação sanguínea, regulação da temperatura corporal e funcionamento dos órgãos. A desidratação severa pode levar à falência do organismo.
A velocidade da perda hídrica é influenciada por fatores como peso, idade e condições ambientais. Em locais quentes, a perda de água via suor e respiração é acelerada para manter a temperatura corporal em 37ºC, o que eleva a concentração de sódio no corpo. Por outro lado, a exposição ao frio extremo pode levar à morte por hipotermia.
Reservas energéticas e vulnerabilidade infantil
A falta de alimentos força o corpo a consumir suas próprias reservas para gerar glicose, combustível essencial para o cérebro. O processo ocorre em etapas:
- Consumo dos estoques de glicose do fígado.
- Utilização de gorduras para a produção de corpos cetônicos.
- Degradação de proteínas musculares.
Esse processo de autoconsumo resulta em perda de massa muscular, anemia, fraqueza e maior suscetibilidade a infecções.
Bebês e recém-nascidos são significativamente mais vulneráveis a esse quadro devido ao baixo estoque de glicogênio e ao maior gasto energético. Além disso, a capacidade de armazenamento do estômago é reduzida e a digestão do leite materno é acelerada. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a necessidade de alimentação a cada duas ou quatro horas nos primeiros meses de vida torna a privação nutricional muito mais grave para crianças do que para adultos.