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Manifestante morre durante protesto contra centro de quarentena para Ebola no Quênia

09 de Junho de 2026 às 12:31

Um manifestante morreu baleado nesta terça-feira (9) durante protestos contra a construção de um centro de quarentena para americanos em Nanyuki, no Quênia. A ação policial resultou em dez detenções e elevou para três o total de mortes na última semana. O governo local e os EUA investem na estrutura para conter a disseminação do vírus Ebola na região

Manifestante morre durante protesto contra centro de quarentena para Ebola no Quênia
REUTERS/Monicah Mwangi

Um manifestante morreu baleado nesta terça-feira (9) durante um protesto em Nanyuki, na região central do Quênia. O conflito ocorreu em frente à Base Aérea de Laikipia, onde o governo local autorizou a construção de um centro de quarentena com 50 leitos para acolher cidadãos dos Estados Unidos expostos ao Ebola. A vítima apresentava um ferimento na parte posterior da cabeça e foi vista em uma viatura policial após um tumulto que envolveu o uso de canhões de água e gás lacrimogêneo contra centenas de pessoas. Pelo menos dez detenções foram registradas durante a ação.

A população local manifesta resistência à instalação da unidade por temor ao contágio, embora o Quênia não tenha registrado casos no surto atual. Além do risco sanitário, moradores apontam prejuízos ao turismo regional, especialmente para quem visita a reserva de rinocerontes e escala o Monte Quênia. Esta morte eleva para três o número de fatalidades relacionadas aos protestos contra a obra na última semana.

Enquanto o Ministro da Saúde, Aden Duale, argumenta que a estrutura servirá a todos e não apenas aos americanos, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou um investimento de US$ 13,5 milhões para fortalecer a preparação do Quênia contra a doença.

A medida ocorre diante da rápida disseminação do vírus Bundibugyo, variante do Ebola sem vacina ou tratamento aprovados, na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Na RDC, há 282 casos confirmados e mais de mil suspeitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que o surto começou há alguns meses e que a resposta internacional foi tardia, elevando o risco de uma epidemia regional. O Ebola é caracterizado por alta letalidade, com média de 50%, e a transmissão ocorre via contato direto com fluidos corporais de infectados ou superfícies contaminadas.

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