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Manifestantes iranianos queimam boneco gigante de Donald Trump durante funeral de Ali Khamenei

10 de Julho de 2026 às 12:31

Manifestantes iranianos queimaram um boneco de Donald Trump durante a procissão fúnebre de Ali Khamenei, em Mashhad. O ato ocorreu no encerramento do funeral do ex-líder supremo, morto em 28 de fevereiro. Israel informou aos Estados Unidos sobre um plano do Irã para assassinar Trump

Durante a procissão fúnebre do ex-líder supremo Ali Khamenei, na cidade de Mashhad, manifestantes iranianos queimaram a representação de Donald Trump em um boneco gigante de Lego. A imagem, erguida por um guindaste, foi incendiada pelos pés até desmoronar, em cena divulgada pela agência estatal PressTV na quinta-feira (9). O ato ocorreu no encerramento de um funeral público de quase uma semana, culminando no sepultamento de Khamenei na cidade sagrada.

As manifestações de hostilidade ao presidente dos Estados Unidos foram recorrentes durante todo o trajeto do corpo do líder supremo por Teerã, Qom e Mashhad, com a multidão entoando gritos e exibindo cartazes que pediam a morte de Trump. O clima de tensão reflete a promessa de vingança de Teerã pelo assassinato do general Qasem Soleimani, ocorrido em janeiro de 2020 sob ordens de Trump em seu primeiro mandato.

Ali Khamenei morreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia de um conflito iniciado por ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel. O corpo do líder, juntamente com familiares mortos na mesma ofensiva, foi preservado pelas autoridades iranianas por quatro meses antes do sepultamento.

Paralelamente aos rituais fúnebres, Israel compartilhou com Washington informações de inteligência sobre um plano específico do Irã para assassinar Donald Trump. Embora os Estados Unidos já monitorassem um fluxo constante de ameaças semelhantes, o alerta israelense trouxe detalhes de um complô inédito. A revelação acontece em um momento de instabilidade, com novos ataques entre as duas nações e explosões registradas no Irã após o fim de uma trégua, elevando o risco de um retorno à guerra total. O cenário de incerteza também foi marcado pela saída atípica de Trump da Turquia, após a cúpula da Otan, utilizando uma aeronave antiga.

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