Marinha dos Estados Unidos inicia fase de fabricação da primeira nova ogiva nuclear em décadas
A Marinha dos Estados Unidos iniciou a fase de engenharia e fabricação da ogiva nuclear W93/Mk7 e seu sistema de reentrada. O projeto, desenvolvido com a NNSA e laboratórios nacionais, visa modernizar o arsenal de submarinos balísticos
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A Marinha dos Estados Unidos avançou para a etapa de engenharia e fabricação do programa W93/Mk7, iniciativa voltada à modernização do arsenal nuclear de seus submarinos balísticos. O projeto, que agora foca na finalização do design de produção e na validação dos requisitos militares, representa a primeira criação de uma nova ogiva nuclear e de um sistema de reentrada americano em quase quarenta anos.
O progresso foi viabilizado após a superação do Milestone B, marco de aquisição atingido no início deste ano. Em comunicado emitido no dia 24 de setembro, a PAE SSP informou que a prioridade atual é a conclusão do projeto industrial para garantir que a fabricação atenda às exigências da Marinha. Até o momento, não foram divulgados o cronograma de produção, os custos totais ou a data de lançamento do sistema.
Integração à Tríade Nuclear
O desenvolvimento da W93/Mk7 ocorre por meio de uma parceria entre a Marinha, a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA) e laboratórios nacionais, seguindo o ciclo de vida de armas nucleares dos EUA. O objetivo, segundo o vice-almirante Douglas Williams, diretor da PAE SSP, é ampliar a flexibilidade e a adaptação às demandas operacionais futuras, assegurando a continuidade da dissuasão nuclear no ambiente marítimo.
Este projeto integra a atualização do braço naval da tríade nuclear estadunidense. Atualmente, os Programas de Sistemas Estratégicos da Marinha gerenciam o armamento dos submarinos da classe Ohio e coordenam a integração do míssil Trident II D5 (com extensão de vida útil) nos novos submarinos da classe Columbia.
Outros Projetos Estratégicos
A nova ogiva e seu corpo de reentrada atuarão em paralelo a outras iniciativas de renovação da capacidade estratégica naval, que incluem:
- A segunda extensão de vida útil do Trident II D5;
- O desenvolvimento do míssil de cruzeiro nuclear lançado do mar (SLCM-N);
- A criação da arma hipersônica não nuclear (Conventional Prompt Strike).
Enquanto as demais tecnologias diversificam o ataque, a W93/Mk7 foca especificamente na renovação da capacidade de reentrada e detonação nuclear para manter a operacionalidade dos submarinos americanos nas próximas décadas.