Mergulhadores finlandeses integram equipes de resgate para localizar corpos de italianos nas Maldivas
Três mergulhadores finlandeses reforçaram as equipes de resgate nas Maldivas para localizar quatro corpos de italianos. O acidente ocorreu em cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu, resultando na morte de cinco cidadãos italianos e de um militar local. Apenas um dos corpos dos mergulhadores foi recuperado até o momento
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Três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas integraram, nesta segunda-feira (18), as equipes de resgate nas Maldivas para localizar os corpos de quatro mergulhadores italianos. A operação, coordenada pela rede DAN Europe, ocorre após um acidente em cavernas subaquáticas que resultou na morte de cinco cidadãos italianos na última quinta-feira (14), o pior episódio desta natureza já registrado no arquipélago.
O grupo de italianos desapareceu durante um mergulho matinal próximo à ilha de Alimatha, no Atol de Vaavu, região situada a 65 quilômetros da capital Malé, no Oceano Índico. As vítimas não retornaram à superfície até o meio-dia daquele dia, sob a vigência de um alerta amarelo de mau tempo. Entre os mortos estão a professora de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, e sua filha, a estudante de Engenharia Biomédica Giorgia Sommacal, além da pesquisadora de Turim, Muriel Oddenino di Poirino, e os instrutores de mergulho Federico Gualtieri, biólogo marinho, e Gianluca Benedetti. O corpo de Benedetti foi o único recuperado até agora, localizado na sexta-feira (15) pela Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF).
A tragédia ocorreu enquanto o grupo explorava cavernas submarinas a aproximadamente 50 metros de profundidade, marca que excede o limite de 30 metros recomendado para mergulhos recreativos no local. A área é caracterizada por túneis naturais, paredões e canais estreitos com correntes fortes, sendo considerada hostil mesmo para profissionais experientes.
As buscas pelos quatro corpos restantes, iniciadas pelo governo local na sexta-feira, foram temporariamente suspensas devido a condições climáticas e marítimas adversas. A operação é classificada como de alto risco por envolver zonas submarinas de difícil acesso. A complexidade dos trabalhos resultou em mais uma vítima: o sargento-mor Mohamed Mahudhee, da MNDF, faleceu no sábado em decorrência de um quadro de descompressão.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que a embaixada do país no Sri Lanka está prestando assistência consular às famílias. O arquipélago das Maldivas, composto por 1.192 ilhas de coral, é um destino turístico de luxo procurado por mergulhadores, mas apresenta riscos recorrentes; a polícia local contabiliza 112 mortes de turistas em incidentes marítimos nos últimos seis anos.