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México processará agentes e empresas dos Estados Unidos por mortes de imigrantes em custódia

09 de Julho de 2026 às 15:04

O governo do México formalizará queixas criminais e ações civis contra agentes e empresas de detenção nos Estados Unidos por mortes de cidadãos mexicanos. A medida da presidente Claudia Sheinbaum ocorre após 14 óbitos em centros de custódia e três mortes durante prisões do ICE

O governo do México planeja formalizar queixas criminais nos Estados Unidos para responsabilizar agentes envolvidos em mortes de cidadãos mexicanos sob custódia ou durante operações de imigração. A decisão da presidente Claudia Sheinbaum visa punir culpados por homicídios e violações de direitos humanos, fundamentada no registro de 14 óbitos em centros de detenção e três mortes durante prisões efetuadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

A medida surge após a morte de Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, que vivia ilegalmente em território americano há 30 anos e foi baleado por um agente do ICE no Texas, na última terça-feira (7). O episódio gerou protestos em Houston e elevou para seis o número de pessoas mortas a tiros em ações de fiscalização migratória desde janeiro de 2025, período que marca o retorno de Donald Trump à presidência e o início de uma campanha de deportações em massa.

Além da esfera criminal, o México acionará judicialmente empresas privadas que administram centros de detenção de imigrantes nos EUA por meio de ações civis. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, justificou a ofensiva jurídica após sucessivas tentativas infrutíferas de resolver a questão via canais diplomáticos.

A postura de Sheinbaum intensifica as críticas do governo mexicano e sinaliza a deterioração nas relações bilaterais entre os dois países. Até o momento, os Departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos Estados Unidos não se manifestaram sobre as acusações.

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