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Ministro de Cuba acusa Marco Rubio de provocar intervenção militar e promover colapso econômico na ilha

21 de Maio de 2026 às 18:04

O ministro Bruno Rodríguez Parrilla acusou Marco Rubio de provocar intervenção militar e classificar Cuba como patrocinadora do terrorismo. Em resposta, Rubio propôs a construção de "uma nova Cuba" e atribuiu ao governo a crise econômica da ilha. Paralelamente, a Justiça dos EUA denunciou Raúl Castro por autorizar a derrubada de aeronaves norte-americanas há 30 anos

Ministro de Cuba acusa Marco Rubio de provocar intervenção militar e promover colapso econômico na ilha
Reuters

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de provocar uma intervenção militar e de classificar a ilha erroneamente como um Estado patrocinador do terrorismo. Para Rodríguez, Washington promove intencionalmente o desespero social e o colapso econômico cubano, negando que o país represente qualquer ameaça à segurança norte-americana.

A tensão escalou após Rubio gravar um vídeo em espanhol, nesta quarta-feira (20), direcionado aos cidadãos cubanos. Na mensagem, o secretário de Estado propôs a construção de "uma nova Cuba" por meio de um vínculo direto entre a população local e os EUA. Rubio também atribuiu ao regime a responsabilidade pela pobreza, pelos cortes de energia e pela crise econômica, alegando que o governo rouba dinheiro de seus cidadãos. O político, nascido na Flórida e filho de imigrantes cubanos, mantém um histórico de oposição ao governo da ilha desde o início de sua trajetória pública.

A pressão de Washington sobre Havana intensificou-se após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro. Desde então, os Estados Unidos exigem reformas profundas no sistema político e econômico de Cuba, demandas que são rejeitadas pelo governo cubano sob a justificativa de preservação da soberania nacional.

Como estratégia de pressão, os EUA implementaram um embargo petrolífero que agravou a crise energética local. Somado a isso, o presidente Donald Trump assinou, em 1º de maio, uma ordem executiva que amplia as sanções comerciais, financeiras e econômicas já existentes há mais de seis décadas. O cenário de instabilidade, somado a eventos recentes no Irã e na Venezuela, torna plausível a possibilidade de uma agressão militar, especialmente após declarações de Trump indicando que Cuba seria o próximo alvo.

No âmbito jurídico, o ex-presidente cubano Raúl Castro foi formalmente acusado na Justiça dos Estados Unidos nesta quarta-feira (20). A denúncia refere-se a um episódio ocorrido há 30 anos, no qual ele teria autorizado a derrubada de aeronaves que transportavam norte-americanos.

Com informações de G1

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