Mundo

Museu do Louvre reabre a Galeria de Apolo nove meses após roubo de joias da Coroa

22 de Julho de 2026 às 12:13

A galeria de Apolo, no Museu do Louvre, reabre nesta quarta-feira (22) após nove meses de interdição devido ao roubo de oito joias da Coroa da França. O presidente da instituição, Christophe Leribault, planeja reformas de 1 bilhão de euros para modernizar a infraestrutura e a segurança

A galeria de Apolo, no Museu do Louvre, retoma suas atividades nesta quarta-feira (22). O espaço permaneceu interditado por nove meses após um assalto ocorrido em 19 de outubro de 2025, que evidenciou vulnerabilidades críticas na segurança da instituição mais visitada do planeta.

Na ocasião do crime, criminosos utilizaram um caminhão-guindaste e uma serra elétrica para romper uma janela durante o dia. Em uma operação de menos de oito minutos, o grupo subtraiu oito joias da Coroa da França, que permanecem desaparecidas. O episódio gerou uma crise interna no museu, que atrai anualmente cerca de 9 milhões de pessoas.

Plano de modernização e infraestrutura

Para enfrentar as falhas expostas e outros problemas estruturais, o presidente do Louvre, Christophe Leribault — nomeado em fevereiro —, detalhou um plano de reformas orçado em 1 bilhão de euros. A iniciativa visa ir além da vigilância do acervo, focando na adaptação do prédio às condições climáticas contemporâneas.

Atualmente, o museu sofre com a falta de controle térmico, resultando no fechamento de salas devido ao superaquecimento. A precariedade da infraestrutura atinge inclusive a administração, com o escritório da presidência operando sem ar-condicionado durante ondas de calor recentes.

Financiamento e riscos operacionais

A estratégia de recuperação financeira do Louvre envolve a captação de 360 milhões de euros via doações em um único ano, buscando apoio na solidariedade internacional diante da dificuldade de obter aportes estatais ou privados no momento.

Embora a segurança tenha sido reforçada com a instalação de novas câmeras e melhorias nos acessos, Leribault admite que tais medidas são insuficientes sem um projeto global de reforma. O gestor alertou que a continuidade das atividades do museu depende do suporte do próximo governo, considerando que as eleições presidenciais ocorrerão em menos de um ano; sem esse amparo, a instituição poderá ser obrigada a fechar.

As investigações policiais sobre o roubo das joias continuam, e a presidência do museu mantém a expectativa de recuperar as peças.

Notícias Relacionadas