Navio cargueiro afunda no Estreito de Ormuz após colisão e todos os tripulantes são resgatados
O cargueiro Luni, de bandeira de São Cristóvão e Névis, afundou nesta terça-feira (14) após colidir com outra embarcação no Estreito de Ormuz. Os 23 tripulantes foram resgatados e levados para a ilha de Qeshm. O navio partira da Índia com destino aos Emirados Árabes Unidos
Um navio cargueiro afundou nas proximidades do Estreito de Ormuz após colidir com outra embarcação nesta terça-feira (14). O acidente resultou no alagamento da estrutura, forçando a evacuação imediata de emergência. De acordo com a agência estatal Fars, todos os 23 tripulantes foram resgatados e encaminhados para a ilha de Qeshm, situada ao sul do Irã.
Detalhes da embarcação e rota
Imagens divulgadas pela agência iraniana identificam a embarcação como Luni. Registros do serviço MarineTraffic apontam que o navio operava sob a bandeira de São Cristóvão e Névis. O cargueiro tinha como origem a Índia e seguia em direção a um porto nos Emirados Árabes Unidos.
A última localização registrada pelo sistema de monitoramento ocorreu às 5h (horário de Brasília), posicionando o navio no Golfo de Omã, enquanto acessava a região do Estreito de Ormuz. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade da segunda embarcação envolvida ou as causas específicas da colisão.
Contexto geopolítico e tensões regionais
O naufrágio acontece em um cenário de agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. No mesmo dia do acidente, o governo americano iniciou novos ataques contra o território iraniano e retomou o bloqueio naval de áreas costeiras e portos do país.
As operações militares dos EUA visam diminuir a capacidade iraniana de atacar navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em contrapartida, Teerã sustenta que intercepta embarcações que navegam pela região sem a devida supervisão ou autorização.
A tensão é reforçada por declarações do vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, que definiu o controle do Estreito de Ormuz como parte da segurança nacional e afirmou que a soberania iraniana sobre a área será exercida independentemente do custo.