Navio de cruzeiro atraca na Holanda para desinfecção após primeiro registro de surto de hantavírus
O navio MV Hondius atracou em Roterdã para desinfecção após um surto de hantavírus com 11 casos e três mortes. A embarcação chegou com 25 tripulantes e dois profissionais de saúde, enquanto os passageiros desembarcaram nas Ilhas Canárias. O Instituto Pasteur identificou o patógeno como variantes do vírus Andes conhecidas na América do Sul
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O navio de cruzeiro MV Hondius atracou no porto de Roterdã, na Holanda, na manhã de segunda-feira, para passar por um processo de desinfecção após um surto de hantavírus. A embarcação, que chegou escoltada por um rebocador e por uma unidade da polícia holandesa, transportava 25 tripulantes e dois profissionais de saúde, enquanto todos os passageiros já haviam desembarcado anteriormente.
Este é o primeiro registro de hantavírus em um navio de cruzeiro. O surto resultou em pelo menos 11 casos, dos quais nove foram confirmados, e causou a morte de três passageiros. Entre as vítimas está um casal holandês, identificado pelas autoridades de saúde como o primeiro grupo exposto ao vírus durante uma visita à América do Sul.
A operação de esvaziamento da embarcação ocorreu nas Ilhas Canárias, onde equipes com roupas de proteção completas retiraram os passageiros restantes. A partir dali, os viajantes foram distribuídos em voos para mais de 20 países para cumprir quarentena. Atualmente, 18 americanos permanecem sob observação em centros especializados em doenças infecciosas nos Estados Unidos, e a Agência de Saúde Pública do Canadá confirmou que um de seus quatro cidadãos isolados testou positivo para o vírus no domingo, comprometendo-se a compartilhar os dados com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na Holanda, cerca de 20 pessoas já estão em quarentena após chegarem em voos nas últimas duas semanas. O Ministério da Saúde holandês determinou que a tripulação do MV Hondius entre em isolamento imediato e que aqueles que não puderem retornar aos seus países de origem permaneçam em quarentena em território holandês.
A operadora Oceanwide Expeditions informou que não há pessoas com sintomas a bordo no momento. O navio passará por descontaminação seguindo as normas de saúde pública locais, com a aplicação de medidas de proteção para que a equipe de limpeza não precise de quarentena. A liberação da embarcação para navegar novamente depende de uma inspeção sanitária.
Sobre a natureza do patógeno, o Instituto Pasteur, da França, sequenciou o vírus Andes detectado em uma passageira francesa e concluiu que se trata de variantes conhecidas na América do Sul, sem indícios de mutações que aumentem a periculosidade ou a transmissibilidade do agente. Apesar do incidente, a empresa proprietária do navio mantém seu cronograma, com a partida de um cruzeiro para o Ártico prevista para 29 de maio, saindo de Keflavik, na Islândia.