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Nepal intensifica buscas por mais de 100 trabalhadores soterrados em túneis de usinas hidrelétricas

07 de Setembro de 2026 às 15:00 3 min de leitura

Equipes de resgate no Nepal buscam mais de 100 trabalhadores de usinas hidrelétricas soterrados após o desabamento de uma geleira em 26 de agosto. O desastre deixou 1.380 mortos e 5.500 desaparecidos entre o Nepal e a China. O governo nepalês solicitou ajuda internacional para a operação

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Nepal intensifica buscas por mais de 100 trabalhadores soterrados em túneis de usinas hidrelétricas
© NEPAL ARMY/ REUTERS/ PROIBIDO REPRODUÇÃO

Equipes de resgate no Nepal intensificaram, nesta segunda-feira (7), as buscas por mais de 100 trabalhadores de usinas hidrelétricas que podem estar sobrevivendo em túneis soterrados. A operação ocorre após a recuperação milagrosa de quatro pessoas nos últimos dias, incluindo um cidadão chinês e dois operários de hidrelétricas, além de uma mulher nepalesa resgatada de sua própria residência.

No projeto hidrelétrico de Chilime, localizado no distrito de Rasuwa, as autoridades focam a localização de quatro das seis pessoas desaparecidas naquela unidade. O parlamentar Shri Ram Neupane afirmou que a operação conta com equipamentos especializados e técnicas específicas, baseadas na possibilidade de sobreviventes terem encontrado abrigo em salas ou bolsas de ar dentro das estruturas subterrâneas.

Impacto do desastre e vítimas

A tragédia teve início em 26 de agosto, quando o desabamento de parte de uma geleira lançou uma massa de rochas e lama em um rio na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. O volume de detritos arrasou vilarejos, cidades e estradas em ambas as regiões. O balanço atual aponta pelo menos 1.380 mortos e mais de 5.500 desaparecidos.

Para lidar com a magnitude da crise, o Ministério das Relações Exteriores do Nepal solicitou ajuda internacional urgente, demandando:

  • Drones de alta capacidade;
  • Pontes Bailey;
  • Kits de teste de DNA;
  • Trajes específicos para resgate em túneis;
  • Materiais para prevenção de epidemias.

Operações no Tibete e cooperação chinesa

No lado chinês, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, confirmou a recuperação de mais 12 corpos no último domingo (6). As buscas no Tibete concentram-se em centenas de desaparecidos, muitos dos quais são indianos ou descendentes de indianos que realizavam peregrinações ao Monte Kailash e ao Lago Mansarovar.

Diante da pressão de famílias de turistas estrangeiros por mais transparência, Pequim abriu, pela primeira vez, as áreas afetadas para a visita de oito veículos de imprensa internacionais e comprometeu-se a divulgar atualizações constantes sobre as atividades de resgate.

Contexto social e medidas governamentais

A data de hoje marca o 13º dia após o desastre, período que encerra o luto tradicional nos ritos hindus. Em sinal de respeito, o Ministério do Interior determinou que a bandeira nacional seja hasteada a meio-mastro em órgãos governamentais e representações diplomáticas. Devido à continuidade das buscas, o governo suspendeu a organização de eventos oficiais.

O presidente Ram Chandra Paudel visitou as zonas atingidas para avaliar a extensão dos danos. Já o primeiro-ministro Balendra Shah destacou a ação de agentes de segurança na prisão distrital de Nuwakot que, no dia 26 de agosto, transferiram 923 detentos para áreas elevadas antes da inundação do prédio. Na ocasião, 50 presos que tentaram fugir quebrando muros e portões foram recapturados após avançarem apenas 100 metros.

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