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Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 2.645 vítimas

03 de Julho de 2026 às 18:04

Terremotos no norte da Venezuela deixaram 2.645 mortos e 12.666 feridos, derrubando 189 edifícios. Mais de 30 mil socorristas atuam nos resgates, com apoio de 31 países. O Banco Mundial e o FMI financiarão a reconstrução, incluindo um fundo de US$ 200 milhões para moradias

O governo da Venezuela atualizou, nesta sexta-feira (3), o balanço das vítimas dos terremotos que atingiram a região norte do país, incluindo a capital Caracas, na noite de 24 de junho. O número de mortos subiu para 2.645, enquanto o total de feridos alcançou 12.666 pessoas. Os sismos, que ocorreram em sequência, foram os mais potentes registrados no território venezuelano em mais de cem anos, resultando no desabamento de 189 edifícios e na destruição de diversas residências.

A magnitude do desastre impactou severamente a administração pública, especialmente no estado de La Guaira, onde a presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que quase todos os servidores do estado morreram. Para enfrentar a catástrofe, foram mobilizados 4 mil agentes iniciais, totalizando agora mais de 30 mil socorristas nas operações de busca. Esse contingente inclui 3,3 mil profissionais de equipes internacionais vindas de 31 países, entre eles o Brasil, que enviaram bombeiros e especialistas em resgate.

Apesar do esforço internacional, a falta de equipamentos e mão de obra levou a população local a realizar buscas manuais nos escombros. Com o passar dos dias, a probabilidade de encontrar sobreviventes diminui, já que o período crítico para a localização de vítimas vivas ocorre entre as primeiras 48 e 72 horas, momento após o qual as operações priorizam a recuperação de corpos.

No campo humanitário, o Ministério da Comunicação e Informação reportou o resgate de mais de 6 mil pessoas e a prestação de assistência a 86 mil famílias. Atualmente, 15 mil indivíduos permanecem desalojados. A situação é crítica, onde o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) aponta o colapso dos serviços básicos e a escassez generalizada de alimentos.

A crise se estende ao sistema de saúde, que já enfrentava fragilidades devido à emigração de profissionais e à falta de verbas decorrentes de anos de recessão econômica. A falta de água potável, as condições sanitárias precárias e a superlotação de abrigos elevam o risco de doenças infecciosas e agravam o quadro de feridos sem tratamento adequado.

Para a reconstrução das áreas devastadas, a Venezuela contará com apoio financeiro do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em parceria com o FMI, o governo estabelecerá um fundo de US$ 200 milhões para a reconstrução de moradias, com recursos destinados às empresas executoras das obras.

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