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Nuvens impedem a observação do primeiro eclipse solar total em 114 anos no norte da Espanha

12 de Agosto de 2026 às 18:15

Nuvens densas impediram a observação do primeiro eclipse solar total em 114 anos no norte da Espanha, afetando turistas em Astúrias, Cantábria e Galícia. Apenas pessoas em áreas elevadas, como Pajares, visualizaram o fenômeno. O evento causou ocupação máxima em hotéis de Gijón e Avilés

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Nuvens impedem a observação do primeiro eclipse solar total em 114 anos no norte da Espanha
Avilés

Nuvens densas impediram que milhares de pessoas assistissem ao primeiro eclipse solar total na Península Ibérica em 114 anos, ocorrido no norte da Espanha. O fenômeno, que atraiu turistas de diversos países para a região de Astúrias, foi obstruído por uma cobertura nublada que persistiu na costa e em partes do interior do Principado, além de afetar áreas da Cantábria e da Galícia.

Divergência em previsões meteorológicas

A expectativa do público foi alimentada por modelos meteorológicos conflitantes. Enquanto algumas previsões indicavam céu nublado durante a maior parte do dia, outras sugeriam que as nuvens se dissipariam ao final da tarde. Na zona central e ocidental de Astúrias, a previsão mais pessimista prevaleceu.

O cenário começou com nuvens densas na costa logo ao amanhecer. Embora tenha havido uma melhora no tempo a partir do meio-dia, a nublosidade retornou após as 15h, inicialmente como névoa e, posteriormente, como nuvens espessas. O geógrafo e meteorologista Pablo Heres destacou que a previsão de nuvens de verão é complexa devido à influência rápida de fatores como temperatura, vento e umidade.

Houve uma disparidade técnica entre os modelos utilizados:

  • O Harmonie-Arome, usado pela AEMET, já alertava desde terça-feira sobre a cobertura de nuvens na costa asturiana.
  • O Arome, da Météo-France, apresentava maior granularidade (pixels de 1,3 km² contra 2,5 km² do modelo espanhol) e previa um céu limpo, pronóstico que se mostrou incorreto.

Impacto no turismo e mobilidade

O evento gerou um impacto econômico significativo na hotelaria local. Estabelecimentos em Gijón e Avilés, como o Hotel Hernán Cortés e o Hotel Palacio Avilés, registraram ocupação máxima com reservas efetuadas ainda no ano anterior. Em alguns casos, 60% dos hóspedes viajaram exclusivamente para observar o fenômeno.

A frustração foi generalizada em pontos de observação designados, como a praia de San Juan, em Avilés, e a praia de Salinas. Visitantes da França, Itália e Áustria, além de moradores de Oviedo, relataram o desapontamento de não conseguir visualizar o Sol.

Diante da nebulosidade costeira, a recomendação de Alejandro Calvo, conselheiro de Mobilidade e Emergências do Principado, era de que o público antecipasse o deslocamento para o interior. Quem não planejou a mudança de local enfrentou o dilema entre arriscar congestionamentos históricos em estradas rumo às montanhas ou aceitar a perda do evento.

Apenas aqueles que se deslocaram para áreas mais elevadas, como Pajares, conseguiram observar o eclipse sob céu azul.

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