OMS confirma a recuperação do primeiro paciente infectado pelo Ebola na República Democrática do Congo
A OMS confirmou a recuperação do primeiro paciente infectado por Ebola na República Democrática do Congo. O surto registra 1.077 casos e 238 mortes suspeitas, com apoio financeiro dos Estados Unidos e insumos da União Europeia
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/r/I/pIavqKT7iZCXI3YbQIzA/afp-20260528-b4bf48n-v4-highres-topshotdrcongohealthebola.jpg)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, nesta sexta-feira (29), a recuperação do primeiro paciente infectado pelo Ebola no surto atual na República Democrática do Congo. O avanço ocorre em um cenário crítico, onde a doença é causada por uma variante rara do vírus.
Para coordenar as ações de combate à epidemia, o diretor-geral da OMS chegou a Kinshasa, capital do país, no fim da noite de quinta-feira (28). Durante a missão, Tedros Adhanom Ghebreyesus solicitou, na quarta-feira, a implementação de um cessar-fogo em áreas assoladas por décadas de violência de grupos armados, apontando que a insegurança alimentar e o volume de deslocados internos dificultam o controle sanitário.
A operação de saúde enfrenta graves carências logísticas e operacionais. Profissionais na linha de frente lidam com a escassez de suprimentos, chegando a utilizar máscaras médicas vencidas. A situação é agravada pela instabilidade regional e pela resistência da população local, que promoveu ao menos três ataques a centros de saúde. A hostilidade é motivada pelo conflito entre os protocolos rígidos de manejo de corpos e os rituais funerários tradicionais.
Até terça-feira, o balanço da OMS contabilizava 1.077 casos suspeitos e 238 mortes suspeitas.
No campo do apoio internacional, a província de Ituri, epicentro do surto, recebeu na quinta-feira insumos médicos doados pela União Europeia. Simultaneamente, os Estados Unidos aportaram US$ 80 milhões em ajuda adicional, elevando o montante total comprometido para mais de US$ 112 milhões.