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ONU alerta que fechamento do Estreito de Ormuz intensifica a fome em escala global

05 de Junho de 2026 às 12:04

A ONU alertou que o fechamento do Estreito de Ormuz intensificou a fome global. O Programa Mundial de Alimentos prevê que a insegurança alimentar aguda cresça em 45 milhões de pessoas caso o conflito no Oriente Médio persista até junho e o petróleo supere US$ 100

ONU alerta que fechamento do Estreito de Ormuz intensifica a fome em escala global
g1

A ONU alertou, nesta sexta-feira (5), que o fechamento do Estreito de Ormuz, provocado pelo conflito no Oriente Médio, intensificou a fome global. O cenário atual remete à crise do custo de vida de 2022, desencadeada pela invasão da Ucrânia, porém com o agravante de que os programas humanitários agora dispõem de menos financiamento e menor contingente de trabalhadores em campo.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) já contabilizava 320 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda em março. A estimativa é que esse número cresça em 45 milhões caso a guerra — iniciada no fim de fevereiro após ofensivas dos Estados Unidos e Israel contra o Irã — não seja encerrada até junho e o barril de petróleo supere a marca de US$ 100.

A interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz impacta diretamente os preços de insumos básicos, como trigo e arroz. O PMA prevê que a alta nos combustíveis e nos alimentos, somada à queda de renda e a gargalos no comércio, gere efeitos de contágio em escala mundial.

Em Genebra, Cindy Bauer informou que a organização se prepara para uma ruptura no fornecimento de mantimentos já no próximo mês, o que resultaria na ausência de comida para distribuição.

As projeções indicam que, até 2026, a assistência alcançará 1,5 milhão de pessoas a menos do que o planejado. Se o conflito no Oriente Médio persistir por seis meses, a previsão é que mais de nove milhões de indivíduos fiquem desamparados.

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