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Países árabes rejeitam plano dos Emirados Árabes Unidos para resposta militar conjunta contra o Irã

15 de Maio de 2026 às 09:05

Os Emirados Árabes Unidos planejaram uma resposta militar conjunta com Catar e Arábia Saudita contra o Irã, mas a proposta foi rejeitada. O governo emiradense realizou ataques secretos isolados com apoio de Israel e dos Estados Unidos após receber quase três mil mísseis e drones. A recusa dos vizinhos resultou na saída dos Emirados Árabes da Opep

Países árabes rejeitam plano dos Emirados Árabes Unidos para resposta militar conjunta contra o Irã
Amr Alfiky/Reuters

Os Emirados Árabes Unidos articularam uma resposta militar conjunta com nações vizinhas, como Catar e Arábia Saudita, para retaliar ataques do Irã, mas a iniciativa foi rejeitada. A tentativa de mobilização, revelada pela agência Bloomberg, contou com a insistência do sheik Zayed em utilizar o Conselho de Cooperação do Golfo — bloco criado em 1981 para enfrentar a ameaça iraniana — como base para a ação coordenada.

A recusa dos países árabes em participar do contra-ataque ocorreu devido ao desejo de não serem associados a Israel em um conflito que envolve os Estados Unidos e Teerã. Embora nações do Golfo Pérsico tenham sido alvos de bombardeios iranianos por abrigarem bases militares norte-americanas, a maioria dos governos regionais considerou que a guerra não lhes dizia respeito.

O impasse diplomático gerou irritação em Zayed e aprofundou a crise nas relações com a Arábia Saudita, resultando na saída dos Emirados Árabes da Opep. Diante da negativa dos vizinhos, o governo emiradense optou por agir isoladamente, estabelecendo cooperação com Israel e com a gestão de Donald Trump para realizar ataques secretos contra o Irã no início de abril.

A decisão de retaliar foi motivada pelo volume de agressões sofridas: quase três mil mísseis e drones foram disparados por Teerã contra o território dos Emirados Árabes. Apesar da atuação das defesas aéreas, projéteis atingiram áreas residenciais e refinarias de petróleo.

O Catar também avaliou a possibilidade de responder militarmente após a maior planta produtora de gás natural do mundo, a instalação de Ras Laffan, ser bombardeada em meados de março. No entanto, o governo catari desistiu da ofensiva e priorizou a desescalada do conflito, que permanece em regime de cessar-fogo desde o começo de abril.

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