Países árabes rejeitam plano dos Emirados Árabes Unidos para resposta militar conjunta contra o Irã
Os Emirados Árabes Unidos planejaram uma resposta militar conjunta com Catar e Arábia Saudita contra o Irã, mas a proposta foi rejeitada. O governo emiradense realizou ataques secretos isolados com apoio de Israel e dos Estados Unidos após receber quase três mil mísseis e drones. A recusa dos vizinhos resultou na saída dos Emirados Árabes da Opep
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/c/4a0s0USzafpyI21ZNcVA/2026-03-03t174749z-1978078075-rc2pvjatqlur-rtrmadp-3-iran-crisis-gulf-escape.jpg)
Os Emirados Árabes Unidos articularam uma resposta militar conjunta com nações vizinhas, como Catar e Arábia Saudita, para retaliar ataques do Irã, mas a iniciativa foi rejeitada. A tentativa de mobilização, revelada pela agência Bloomberg, contou com a insistência do sheik Zayed em utilizar o Conselho de Cooperação do Golfo — bloco criado em 1981 para enfrentar a ameaça iraniana — como base para a ação coordenada.
A recusa dos países árabes em participar do contra-ataque ocorreu devido ao desejo de não serem associados a Israel em um conflito que envolve os Estados Unidos e Teerã. Embora nações do Golfo Pérsico tenham sido alvos de bombardeios iranianos por abrigarem bases militares norte-americanas, a maioria dos governos regionais considerou que a guerra não lhes dizia respeito.
O impasse diplomático gerou irritação em Zayed e aprofundou a crise nas relações com a Arábia Saudita, resultando na saída dos Emirados Árabes da Opep. Diante da negativa dos vizinhos, o governo emiradense optou por agir isoladamente, estabelecendo cooperação com Israel e com a gestão de Donald Trump para realizar ataques secretos contra o Irã no início de abril.
A decisão de retaliar foi motivada pelo volume de agressões sofridas: quase três mil mísseis e drones foram disparados por Teerã contra o território dos Emirados Árabes. Apesar da atuação das defesas aéreas, projéteis atingiram áreas residenciais e refinarias de petróleo.
O Catar também avaliou a possibilidade de responder militarmente após a maior planta produtora de gás natural do mundo, a instalação de Ras Laffan, ser bombardeada em meados de março. No entanto, o governo catari desistiu da ofensiva e priorizou a desescalada do conflito, que permanece em regime de cessar-fogo desde o começo de abril.