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Parlamento britânico acusa Rockstar Games de obstruir investigações sobre práticas anticompetitivas em demissões

13 de Maio de 2026 às 09:21

Parlamentares britânicos acusam a Rockstar Games de obstruir investigações sobre práticas anticompetitivas relacionadas à demissão de 34 funcionários. O caso resultou na abertura de uma apuração ministerial pelo Primeiro-Ministro Keir Starmer. O sindicato IWGB alega que a empresa nega informações e impede o direito de recurso dos trabalhadores

Parlamento britânico acusa Rockstar Games de obstruir investigações sobre práticas anticompetitivas em demissões
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Deputados do Parlamento britânico acusam a Rockstar Games de obstruir investigações sobre práticas anticompetitivas, utilizando a estratégia de silêncio e a recusa em abrir canais de comunicação. O impasse ocorre no contexto de uma disputa legal entre a desenvolvedora e o sindicato Independent Workers of Great Britain (IWGB), motivada pela demissão de 34 funcionários no ano passado — sendo 31 na Grã-Bretanha e três no estúdio de Toronto, no Canadá.

A controvérsia ganhou relevância política ao chegar ao conhecimento do Primeiro-Ministro Keir Starmer, resultando na abertura de uma investigação ministerial. O parlamentar Chris Murray, que levou o caso ao governo, destacou que a perda de renda afetou gravemente os trabalhadores, mencionando inclusive a situação de um ex-colaborador que precisou deixar o Reino Unido após a perda do patrocínio de seu visto. Murray apontou ainda que as justificativas apresentadas pela empresa para os cortes variaram ao longo do processo.

A IWGB afirma que a Rockstar ignora pedidos básicos de informação, nega o fornecimento de relatórios de investigação e impede que os demitidos exerçam o direito de recurso. O presidente do sindicato, Alex Marshall, classificou a conduta da companhia nos últimos seis meses como um "obstáculo legal corporativo", alegando que a ausência de reuniões presenciais e a contradição nas narrativas da empresa reforçam a tese de que as demissões tiveram caráter anticompetitivo.

A pressão parlamentar também é exercida por Tracy Gilbert e Scott Arthur. Gilbert criticou a recusa da empresa em dialogar com representantes e sindicatos, enquanto Arthur, que visitou as instalações da Rockstar no final do ano passado, afirmou que a transparência e a justiça cobradas da alta gerência não estão sendo aplicadas na prática. Os deputados reforçaram que, diante da expansão dos direitos trabalhistas no Reino Unido, a empresa deve cooperar plenamente com as apurações para garantir o tratamento justo de seus funcionários e ex-colaboradores.

O imbróglio jurídico persiste após a decisão de um juiz britânico de negar o pagamento temporário aos trabalhadores desligados, enquanto o grupo mantém protestos e ações legais para expor a gestão de estúdios multinacionais de jogos.

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