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Partido Popular das Baratas condiciona suspensão de protestos na Índia à libertação de manifestantes detidos

27 de Julho de 2026 às 09:30

O Partido Popular das Baratas (CJP) condicionou a interrupção de protestos na Índia à libertação de manifestantes detidos. A mobilização, motivada por irregularidades em exames de Medicina, resultou na renúncia do ministro Dharmendra Pradhan e na promessa de reestruturação do sistema de avaliações

Partido Popular das Baratas condiciona suspensão de protestos na Índia à libertação de manifestantes detidos
AP/Bikas Das

O Partido Popular das Baratas (CJP), movimento liderado por jovens na Índia, condicionou a suspensão de suas mobilizações nacionais à libertação de todos os manifestantes detidos. A exigência, formalizada nesta segunda-feira (27), ocorre após semanas de protestos que culminaram na renúncia de Dharmendra Pradhan, então ministro da Educação.

Crise no sistema educacional e repressão

A instabilidade começou em maio, motivada por irregularidades no exame nacional de acesso ao curso de Medicina, prova que contou com mais de dois milhões de inscritos. A anulação do certame gerou forte impacto social, resultando no suicídio de quase 20 estudantes.

As manifestações, que incluíram atos duramente reprimidos pela polícia em Nova Déli, expandiram suas pautas para além da reforma do ensino. O grupo CJP passou a denunciar o desemprego e a criticar a gestão do primeiro-ministro Narendra Modi, no poder desde 2014, acusando o governo de adotar uma postura autoritária.

Resposta do governo e impacto político

Para conter a crise, o governo indiano implementou medidas emergenciais no último fim de semana:

  • Renúncia ministerial: O ministro Dharmendra Pradhan deixou o cargo no sábado, atendendo à principal demanda dos jovens.
  • Reforma de exames: No domingo (26), Narendra Modi anunciou uma reestruturação do sistema de avaliações para aumentar a transparência e a confiabilidade do processo.
  • Rigor legal: O Conselho de Ministros aprovou um projeto de lei que endurece as punições para casos de fraude em exames.

O episódio é visto como um revés político para Modi, conhecido por sua imagem de governante inflexível. No campo prisional, o CJP informa que houve ao menos 70 prisões entre a capital e outras regiões, incluindo a detenção de Abhijeet Dipke, fundador do partido. Segundo a liderança do movimento, a decisão de interromper os protestos baseou-se exclusivamente nas promessas feitas pelo governo.

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