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Peru define neste domingo quem assumirá a presidência do país para o mandato de 2026 a 2031

05 de Junho de 2026 às 12:01

O Peru elege neste domingo a presidência para o mandato 2026-2031, com disputa entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez Palomino. Fujimori obteve 17,1% dos votos e Palomino 12% na primeira etapa. A candidata de direita defende a aproximação com os Estados Unidos, enquanto o representante da esquerda propõe a reforma constitucional

O Peru define, neste domingo (7), quem assumirá a presidência do país para o mandato entre 2026 e 2031. A disputa final ocorre entre a candidata de direita Keiko Fujimori e o representante da esquerda Roberto Sánchez Palomino.

O cenário do segundo turno sucede um primeiro estágio marcado por instabilidade, com uma apuração que se estendeu por mais de um mês e envolveu 35 candidatos. Naquela etapa, Keiko Fujimori obteve 17,1% dos votos, enquanto Sánchez Palomino alcançou 12%.

Apesar da vantagem numérica inicial, Keiko Fujimori enfrenta um histórico de derrotas em segundos turnos nas eleições de 2011, 2016 e 2021. A candidata carrega a herança política de seu pai, o ex-ditador Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000 e foi condenado por violações de direitos humanos, incluindo a esterilização forçada de mulheres indígenas, fator que gera forte rejeição ao seu nome.

Na plataforma política, Keiko defende um realinhamento estratégico com os Estados Unidos, especificamente com a gestão de Donald Trump. Essa diretriz prevê o endurecimento da política migratória e a redução da influência chinesa no território peruano, o que pode impactar investimentos como o Porto de Chancay, principal via de escoamento de produção do continente para a Ásia.

Do lado oposto, Roberto Sánchez Palomino, psicólogo e deputado pelo partido Juntos Pelo Peru, baseia sua candidatura na defesa de reformas sociais e na ampliação de direitos. Ele propõe a substituição da atual Constituição, herdada do período fujimorista, por meio de uma reforma constitucional.

Sánchez Palomino mantém vínculo político com o ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi ministro. Castillo, eleito em 2021 contra Keiko, foi posteriormente destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado após tentar dissolver o Parlamento. Para a base de apoio de Sánchez, Castillo teria sido vítima do Legislativo por representar os interesses das populações rural e indígena.

A polarização entre os candidatos reflete a disputa comercial global na América Latina. Enquanto a plataforma de Keiko Fujimori busca estreitar laços com Washington, a proposta de Roberto Sánchez Palomino se opõe a esse modelo, mantendo a tensão sobre a influência econômica da China na região.

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