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Pesquisadores na França estudam uso de drones para agilizar a entrega de desfibriladores em emergências

01 de Outubro de 2026 às 06:12 2 min de leitura

Pesquisadores na França estudam o uso de drones para transportar desfibriladores em paradas cardíacas. Simulações indicam que 200 bases aéreas e quatro aparelhos fixos novos ampliariam a cobertura de atendimento para mais de 99%. O estudo será apresentado no *European Emergency Medicine Congress

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Pesquisadores na França estudam uso de drones para agilizar a entrega de desfibriladores em emergências
EFE/David Fernández

Pesquisadores na França analisam a implementação de uma rede de drones para o transporte rápido de desfibriladores em casos de paradas cardíacas fora de ambiente hospitalar. O objetivo é reduzir o tempo de resposta em emergências onde a agilidade no atendimento é determinante para a sobrevivência do paciente.

Limitações da infraestrutura terrestre

Um estudo realizado na região metropolitana de Paris, excluindo o centro da cidade, mapeou 28.349 ocorrências de ataques cardíacos entre 2011 e 2024. Ao comparar esses dados com os 1.893 desfibriladores automáticos externos fixos disponíveis, a análise revelou que apenas 30% das emergências aconteceram a menos de 500 metros de um equipamento.

Para ampliar a cobertura apenas com dispositivos terrestres, a demanda por novos equipamentos seria elevada:

  • 84,5% de cobertura: exigiria a instalação de 910 novos desfibriladores.
  • 100% de cobertura: demandaria 1.712 novos aparelhos.

Eficiência do modelo aéreo

A introdução de aeronaves altera a logística de socorro, pois as bases de drones podem operar em um raio de aproximadamente 3.900 metros. As simulações indicam que a combinação de tecnologias otimiza drasticamente o alcance do atendimento:

  • Com 100 bases de drones e 26 desfibriladores fixos extras, a cobertura subiria para mais de 97% dos casos.
  • Com 200 bases e apenas quatro novos dispositivos fixos, a eficiência ultrapassaria os 99%.

Impacto na sobrevivência

A urgência da medida baseia-se no fato de que a ausência de reanimação cardiopulmonar e desfibrilação reduz as chances de sobrevivência em cerca de 10% a cada minuto. Atualmente, apenas entre 30% e 40% das ocorrências analisadas permitem um deslocamento de ida e volta ao equipamento fixo em menos de cinco minutos.

Matthieu Heidet, professor de medicina de emergência no Hospital Universitario Henri-Mondor de Créteil, destaca que, no cenário atual da França, somente 8% dos pacientes são atendidos por desfibriladores públicos antes da chegada das equipes de emergência.

Funcionamento do sistema

O modelo proposto prevê que as bases de drones sejam instaladas em unidades móveis de cuidados intensivos, estações de bombeiros ou locais onde já existam desfibriladores. O fluxo operacional ocorreria da seguinte forma:

  1. Uma chamada de emergência aciona o drone via centro de coordenação.
  2. A aeronave segue uma rota automatizada até o local.
  3. Um piloto supervisiona a aproximação final e a entrega do equipamento.

O estudo, que ainda não passou por revisão por pares, será apresentado no European Emergency Medicine Congress em Paris.

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