Plano de perfuração petrolífero ameaça população crítica da baleia de Rice, considerada rara e em extinção
A expansão petrolífera planejada por Donald Trump no Golfo do México enfrentou um obstáculo com a presença da baleia de Rice, considerada uma das espécies mais raras e ameaçadas. A baleia habita exclusivamente na região e sua população é extremamente reduzida, com menos de 100 indivíduos. Especialistas alertam que as operações de perfuração podem interferir no comportamento da baleia e afetar sua sobrevivência
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Baleias Raras e Petróleo: O Conflito no Golfo do México
A expansão petrolífera planejada por Donald Trump no Golfo do México enfrentou um obstáculo inesperado: a baleia de Rice, uma das espécies mais raras e ameaçadas da Terra. A presença dessa baleia em perigo crítico coloca em xeque os planos de exploração petrolífera na região.
A baleia de Rice habita exclusivamente no Golfo do México, tornando-a vulnerável a qualquer alteração ambiental. Com menos de 100 indivíduos e algumas estimativas colocam o número abaixo de 50, sua população é extremamente reduzida. A proposta de ampliar a perfuração de petróleo e gás na área acendeu todos os sinais de alerta entre cientistas e conservacionistas.
A baleia passa toda a vida em uma faixa específica do nordeste do Golfo, em profundidades que variam entre 100 e 400 metros. Este habitat restrito limita sua capacidade de adaptação diante de perturbações externas. Além disso, seu comportamento peculiar - mergulhar em grandes profundidades durante o dia e permanecer perto da superfície à noite – a expõe a um maior risco de colisões com embarcações.
Os especialistas alertam que o ruído gerado pelas operações de perfuração pode interferir na capacidade de se alimentar dessa baleia, alterando seu comportamento natural. A isso se soma o efeito das mudanças climáticas, que podem modificar a distribuição de suas presas e dificultar ainda mais sua sobrevivência.
A história da espécie já sofreu graves impactos no passado. Uma parte significativa de sua população foi afetada pelo desastre do petróleo Deepwater Horizon em 2010, um evento que ainda tem consequências ecológicas na região. A controvérsia também atinge outras espécies protegidas do Golfo, como tartarugas marinhas, manatíes ou aves costeiras.
Michael Jasny, do Natural Resources Defense Council, alerta sobre o potencial alcance dessas decisões: "Se é possível declarar uma emergência para permitir danos a outras espécies protegidas no Golfo do México.