Porta-aviões britânico é vendido à Índia para integrar a frota naval do país
O porta-aviões HMS Hermes foi construído no Reino Unido em 1959 para a Marinha Real Britânica. Ele desempenhou papel central nas operações militares da Grã-Bretanha por décadas, até ser vendido à Índia e rebatizado como INS Viraat em 1987. O navio foi modernizado várias vezes antes de se aposentar em 2016
A história do INS Viraat é um testemunho da evolução das forças navais indiana e britânica ao longo dos anos. Conhecido como HMS Hermes, o porta-aviões foi construído no Reino Unido em 1959 para a Marinha Real Britânica e desempenhou papel central nas operações militares da Grã-Bretanha durante décadas.
Com seu comprimento de 227 metros e um deslocamento total de cerca de 28,7 mil toneladas, o HMS Hermes era capaz de transportar diversas aeronaves, incluindo os caças Sea Harrier. Essas aeronaves permitiam que o porta-aviões operasse com maior flexibilidade em missões navais.
Após anos de serviço ativo na Marinha britânica, o HMS Hermes foi desativado em 1984 e vendido à Índia para ser incorporado à sua frota naval. Em 1987, ele recebeu o nome INS Viraat e passou a assumir papel central nas operações navais do país.
Ao longo dos anos, o INS Viraat foi modernizado várias vezes para prolongar sua vida útil. As atualizações permitiram adaptar o navio às mudanças tecnológicas da aviação naval e garantiram que ele continuasse a ser uma plataforma de aprendizado importante para os pilotos e equipes da Marinha Indiana.
O INS Viraat foi fundamental na consolidação da experiência indiana em operações com porta-aviões. Ele participou de exercícios militares, operações de vigilância marítima e missões estratégicas no Oceano Índico durante mais de 30 anos.
A aposentadoria do INS Viraat em 2016 marca o fim de uma era para a Marinha Indiana. No entanto, sua história serve como um exemplo inspirador da capacidade dos navios e das marinhas em se adaptar às mudanças tecnológicas e estratégicas ao longo dos anos.
A trajetória do INS Viraat também destaca o papel importante que os porta-aviões desempenham na defesa marítima. Com sua capacidade de transportar aeronaves e operar em cenários complexos, eles continuam a ser uma ferramenta valiosa para as marinhas do mundo.
A pergunta agora é: como as novas tecnologias irão afetar o papel dos porta-aviões nas forças navais futuras? Será que esses gigantes do mar continuarão a desempenhar um papel central na defesa marítima ou serão substituídos por outras formas de poder naval? A resposta depende da capacidade das marinhas em se adaptar às mudanças e investir nas tecnologias mais avançadas.