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Porta-aviões Fujian atravessa o Estreito de Taiwan pela primeira vez desde abril

23 de Junho de 2026 às 15:11

O porta-aviões chinês Fujian atravessou o Estreito de Taiwan nesta terça-feira (23). A movimentação foi confirmada pelo Ministério da Defesa taiwanês, que monitorou a operação por meio de sistemas de inteligência e vigilância

Porta-aviões Fujian atravessa o Estreito de Taiwan pela primeira vez desde abril
Reprodução: Ministério da Defesa da China (X: @ChinaMilBugle)

O porta-aviões Fujian, a embarcação mais moderna e avançada da China, atravessou o Estreito de Taiwan nesta terça-feira (23). A movimentação, confirmada pelo Ministério da Defesa taiwanês, marca a primeira incursão do navio nessa rota marítima desde abril, embora a última navegação da embarcação pelo estreito tenha ocorrido em meados de dezembro. O registro da operação foi acompanhado por uma fotografia aérea em preto e branco divulgada por Taipé, na qual não eram visíveis aeronaves no convés.

Para monitorar a atividade, as forças armadas de Taiwan utilizaram sistemas conjuntos de inteligência, vigilância e reconhecimento. A operação ocorre em um contexto de pressão militar constante, com relatos diários de atividades chinesas ao redor da região autônoma, incluindo o envio de navios da guarda costeira ao longo da costa leste para simular domínio sobre as águas. Anteriormente, em abril, o Liaoning, porta-aviões mais antigo de Pequim, também havia atravessado a via.

O Fujian representa um salto tecnológico em relação aos porta-aviões Liaoning e Shandong, que são menores, dependem de rampas de lançamento e foram projetados pela Rússia. O novo navio possui convés de voo plano e catapultas eletromagnéticas, permitindo o transporte de maior quantidade de munições e caças, o que amplia seu potencial ofensivo.

A disputa envolve a natureza jurídica do Estreito de Taiwan, artéria fundamental para o transporte de cargas. Enquanto Pequim reivindica soberania exclusiva sobre a área e considera a ilha parte de seu território, Taiwan e Estados Unidos defendem que se trata de uma via internacional.

Em resposta a essas movimentações, o ministro do conselho de assuntos do continente, Chiu Chui-cheng, declarou no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Taiwan que o governo não aceitará o plano de anexação de Pequim. O ministro afirmou que a determinação em proteger a soberania e o sistema democrático da ilha permanece firme diante de pressões intensas e sem precedentes, ressaltando que não há espaço para concessões ou rendição. O Ministério da Defesa da China não se manifestou sobre o episódio.

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