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Prefeito de Nova York analisa possibilidade de prender Benjamin Netanyahu durante Assembleia Geral da ONU

18 de Julho de 2026 às 18:02

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, avalia a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a Assembleia Geral da ONU em setembro. A medida baseia-se em indícios de crimes de guerra e contra a humanidade apontados pelo Tribunal Penal Internacional. O gestor consulta a equipe jurídica da cidade sobre a viabilidade legal da detenção

Prefeito de Nova York analisa possibilidade de prender Benjamin Netanyahu durante Assembleia Geral da ONU
REUTERS/Bing Guan

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, analisa a possibilidade de ordenar a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a próxima Assembleia Geral da ONU. A declaração foi feita em entrevista publicada no último sábado (18).

A medida ocorre em um cenário onde o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, indicou em 2024 a existência de fundamentos para responsabilizar Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Tais acusações estão ligadas à ofensiva israelense em Gaza, iniciada após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Impasse jurídico e diplomático

Mamdani, que classifica Israel como um regime de Apartheid devido ao histórico de ações do país, admitiu que ainda não tem certeza sobre a sua autoridade legal para instruir o Departamento de Polícia de Nova York a deter um líder estrangeiro. Por esse motivo, o prefeito mantém debates com a equipe jurídica da cidade.

O gestor já havia manifestado a intenção de utilizar a polícia local para cumprir mandados de prisão emitidos pelo TPI contra líderes internacionais, citando como exemplos Netanyahu e o presidente russo, Vladimir Putin.

Reação de Israel

O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, criticou a postura de Mamdani por meio da rede social X. Para o diplomata, o prefeito de Nova York estaria ignorando suas obrigações administrativas e o combate ao antissemitismo na cidade para incitar hostilidades e buscar visibilidade midiática ao atacar o Estado de Israel.

A Assembleia Geral da ONU, que reúne anualmente chefes de Estado e governantes mundiais, está programada para ocorrer em setembro, na sede da organização em Nova York.

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