Presidente de Cuba classifica sanções e embargo petrolífero dos Estados Unidos como genocídio político
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, definiu as sanções e o embargo petrolífero dos EUA como "genocídio político". A medida resultou em apagões, paralisação do transporte público e saída de empresas estrangeiras. O líder cubano negou acusações de apoio ao terrorismo e pediu o fim do bloqueio
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a política de sanções e o embargo petrolífero impostos pelo governo de Donald Trump como um "genocídio político". A declaração ocorreu durante um discurso neste domingo (26), em que o líder cubano condenou o endurecimento das medidas restritivas de Washington.
Díaz-Canel rebateu um relatório do Departamento de Estado dos EUA, no qual Cuba é acusada de apoiar o "terrorismo de esquerda" em território americano e de tentar se infiltrar no governo dos Estados Unidos. Para o presidente cubano, tais acusações servem como pretexto para desviar a atenção dos problemas internos dos EUA, funcionando como um bode expiatório para os protestos gerados por uma economia que amplia a desigualdade social.
Impactos da crise econômica em Cuba
As sanções e o bloqueio ao petróleo aprofundaram a pior crise econômica da ilha em décadas. O cenário resultou em consequências diretas para a infraestrutura e os serviços básicos:
- Energia: O esgotamento dos estoques de combustível causou falhas generalizadas na rede elétrica e a implementação de apagões rotativos.
- Transporte e Educação: O sistema de transporte público foi paralisado e o calendário letivo precisou ser reduzido.
- Investimentos: Empresas internacionais, com foco nos setores financeiro e de turismo, encerraram suas operações no país.
Enquanto Havana atribui o colapso às pressões externas, Washington argumenta que a situação é fruto da má gestão econômica e da ausência de investimentos por parte do governo cubano.
Contexto histórico e diplomático
A fala de Díaz-Canel aconteceu durante as celebrações do 73º aniversário da primeira ofensiva das guerrilhas de Fidel Castro contra o exército de Fulgencio Batista, ocorrida em 1953. O evento, considerado o feriado mais relevante do calendário cubano, reuniu milhares de apoiadores e contou com apresentações artísticas.
Ao encerrar seu pronunciamento, o presidente solicitou o fim do bloqueio e das sanções, manifestando gratidão aos grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para a população. Díaz-Canel também expressou votos de paz para o povo norte-americano, destacando aqueles que historicamente lutaram pelos direitos humanos.