Presidente do Irã determina a retomada do acesso à internet após 87 dias de restrições
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou a retomada do acesso à internet após 87 dias de restrições. Simultaneamente, Donald Trump afirmou que as negociações entre Estados Unidos e Teerã avançam e propôs a expansão dos Acordos de Abraão
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou nesta segunda-feira (25) a retomada do acesso à internet no país, retornando aos níveis anteriores ao início do conflito. A medida, recomendada pela Sede da Organização Especial do Ciberespaço e subordinada à vice-presidência, encerra um período de 87 dias de restrições severas. Desde o fim de fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã deflagraram a guerra, o Conselho Supremo de Segurança Nacional havia bloqueado a rede sob a justificativa de segurança, deixando a maior parte da população sem conexão e limitando o acesso apenas a quem utilizava VPNs de alto custo. A agência estatal Fars News confirmou a decisão, embora ainda não tenha sido estabelecido um prazo para a normalização total do serviço.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que as negociações para um acordo entre Washington e Teerã apresentam progressos. O posicionamento ocorre após oscilações no discurso do líder norte-americano, que no sábado previa um consenso até domingo, mas mudou a orientação para que seus negociadores não tivessem pressa. Enquanto Trump sinaliza avanço, o governo iraniano nega a proximidade de um acordo. Internamente, o presidente dos EUA enfrenta críticas de aliados que alegam concessões excessivas ao Irã.
Trump também vinculou a possibilidade de um pacto de paz com o Irã à expansão dos Acordos de Abraão, tratados de normalização diplomática entre países árabes e Israel. O presidente dos Estados Unidos informou ter solicitado a líderes do Catar, Turquia, Paquistão, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos que aderissem ao bloco. Os acordos, iniciados em 2020 e assinados por Marrocos, Cazaquinstão, Sudão, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Israel, tiveram suas expansões interrompidas devido à guerra na Faixa de Gaza.
Sobre as conversas realizadas no sábado com esses líderes, Trump não detalhou se houve aceitação imediata, mas admitiu que eventuais recusas pontuais seriam aceitáveis. Ele defendeu a eficácia dos tratados, argumentando que os membros atuais não cogitam a saída do grupo devido aos benefícios financeiros, econômicos e sociais gerados, mesmo durante o período de guerra.