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Presidente eleito da Colômbia suspende transição de poder após acusar Gustavo Petro de planejar golpe

07 de Julho de 2026 às 15:05

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, suspendeu a transição de poder nesta terça-feira (7) após acusar Gustavo Petro de planejar um golpe de Estado. Espriella convocou as Forças Armadas para proteger o regime constitucional, enquanto Petro questiona a legitimidade do pleito de junho. A posse do novo mandatário está marcada para 7 de agosto

Presidente eleito da Colômbia suspende transição de poder após acusar Gustavo Petro de planejar golpe
Charlie Cordero/Reuters

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, suspendeu imediatamente o processo de transição de poder com a gestão de Gustavo Petro, alegando que o atual mandatário se recusa a aceitar o resultado das eleições. A decisão, anunciada nesta terça-feira (7), ocorre após Espriella afirmar que Petro planeja um "golpe de Estado", o que levou o sucessor a convocar as Forças Armadas para proteger a democracia e desobedecer a qualquer ordem que vise subverter o regime constitucional.

A crise política se intensifica enquanto o governo de esquerda de Petro questiona a legitimidade do pleito de junho, vencido por Espriella em uma votação acirrada contra o candidato governista Iván Cepeda. Embora o senador Cepeda tenha reconhecido a derrota, ele declarou estar em "desobediência civil" perante o novo governo. Paralelamente, autoridades eleitorais e observadores internacionais descartaram a existência de fraudes ou manipulações no processo votante.

Espriella, advogado sem trajetória política prévia e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justifica a interrupção da transição com a descoberta de indícios de corrupção e contratos direcionados na atual administração. O presidente eleito afirmou que sua prioridade é garantir a transparência e os interesses da nação, evitando legitimar o que classificou como um desastre administrativo.

Do lado do governo, Gustavo Petro convocou manifestações para o dia 20 de julho, data em que realizará seu discurso de despedida. Sem apresentar provas, o presidente também alegou estar sofrendo ameaças de prisão e pediu a união popular contra o que chamou de "governo ilegítimo". Até o momento, Petro não se pronunciou especificamente sobre a acusação de tentativa de golpe feita por Espriella.

A posse de Abelardo de la Espriella está marcada para 7 de agosto. O novo governo já definiu os nomes para as pastas da Defesa, Fazenda, Meio Ambiente e Interior. O plano de gestão prevê a redução do Estado em 40%, o estímulo ao investimento privado e o endurecimento do combate aos cartéis do narcotráfico e guerrilhas, revertendo a estratégia de negociações de paz adotada por Petro durante a pior crise de violência da última década no país.

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