Primeiro-ministro do Reino Unido pede desculpas oficiais por adoções forçadas de crianças após Segunda Guerra
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu desculpas oficiais ao Parlamento pelas adoções forçadas de mais de 185 mil crianças entre o fim da década de 1940 e meados dos anos 1970. A medida ocorreu após recomendação de investigação independente sobre a separação de bebês de mães solteiras
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, formalizou nesta quinta-feira (2), diante do Parlamento, um pedido de desculpas oficial pelas adoções forçadas de mais de 185 mil crianças ocorridas após a Segunda Guerra Mundial. O chefe de Governo classificou o episódio como uma mancha na história do país.
Entre o final da década de 1940 e meados dos anos 1970, bebês de mães solteiras foram separados de suas genitoras e entregues à adoção. O processo foi impulsionado por pressões exercidas por entidades religiosas, organizações de caridade, serviços sociais e hospitais. Diversas mulheres foram coagidas ou convencidas a abrir mão dos filhos sob a justificativa de que não possuíam aptidão para a criação ou que a criança teria melhores perspectivas em famílias constituídas por casais. Relatos indicam que, em inúmeras situações, as mães sequer tiveram a oportunidade de ver os bebês antes da entrega.
A medida do governo britânico atende a uma recomendação de investigação independente, que definiu as práticas da época como uma grave injustiça. Antes do pronunciamento oficial, Starmer recebeu em sua residência na Downing Street mães e filhos afetados por essas adoções, destacando a coragem das vítimas.