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Professor de Yale propõe aposentadoria obrigatória e reformas para combater a concentração de poder idosos

17 de Maio de 2026 às 06:08

O professor de Yale Samuel Moyn propõe, em livro a ser lançado em junho, o fim da concentração de poder e riqueza entre idosos nos EUA. O autor sugere a volta da aposentadoria compulsória, incentivos fiscais para venda de imóveis e a ampliação do peso político do voto jovem

Professor de Yale propõe aposentadoria obrigatória e reformas para combater a concentração de poder idosos
Divulgação

Samuel Moyn, professor de Direito e História na Universidade Yale, propõe a desarticulação do que define como a "tirania dos velhos" em sua obra *Gerontocracy in America: how the old are hoarding power and wealth – and what to do about it*, com lançamento previsto para junho. O autor argumenta que a concentração de riqueza e poder nas mãos de idosos em tribunais, empresas e legislaturas criou um cenário de preservação do status quo, onde lideranças sêniores financiam campanhas políticas para bloquear renovações.

O diagnóstico de Moyn baseia-se em dados demográficos dos Estados Unidos, onde a idade média do eleitor é de 52 anos e apresenta tendência de crescimento. No mercado imobiliário, a idade média de quem compra imóveis saltou de 30 anos, em 1981, para 53 anos, em 2022. Para o professor, a abolição da aposentadoria compulsória em diversos setores permitiu que profissionais permaneçam em cargos de cúpula, obstruindo a ascensão de sucessores.

Para reverter esse quadro, que Moyn atribui a uma negação da finitude humana e não a um plano deliberado, ele sugere medidas drásticas. Entre as propostas estão a reinstalação da aposentadoria obrigatória para liberar postos de liderança e a criação de incentivos fiscais que pressionem idosos a venderem seus imóveis.

O plano de desmantelamento da gerontocracia inclui a implementação de reformas que ampliem o peso político do voto dos jovens e a criação de mecanismos para a transferência precoce de bens e ativos das gerações mais velhas para as mais novas. Como contrapartida para viabilizar a saída desses profissionais do mercado, o autor defende o fortalecimento de redes de proteção que garantam a segurança financeira dos idosos após a aposentadoria.

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