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Queda de massa de gelo no Nepal deixa 270 mortos e 1.500 desaparecidos

28 de Agosto de 2026 às 06:08 2 min de leitura

O colapso de uma massa de gelo no Himalaia, no Nepal, causou ao menos 270 mortes e 1.500 desaparecidos. O evento gerou um sinal sísmico de magnitude 5,2 e destruiu infraestruturas em vilas próximas à fronteira com o Tibete

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Queda de massa de gelo no Nepal deixa 270 mortos e 1.500 desaparecidos
YouTube/Earth Sciences New Zealand

O colapso de uma massa de gelo glacial a 5.200 metros de altitude desencadeou uma corrente destrutiva de lama e detritos que resultou em pelo menos 270 mortes e mais de 1.500 desaparecidos no Nepal, em áreas montanhosas próximas à fronteira com o Tibete.

O desastre teve início em uma região de difícil acesso no Himalaia, onde o desprendimento de gelo — estimado entre meio milhão e dezenas de milhões de metros cúbicos — transformou-se rapidamente em um fluxo de alta densidade. Ao descer pelo cânion, a corrente incorporou rochas, sedimentos e árvores, adquirindo um poder de impacto superior ao de enchentes convencionais.

Impacto e infraestrutura

A força da água e dos detritos devastou vilas localizadas a jusante, destruindo edifícios, pontes e outras infraestruturas essenciais. A velocidade do avanço da massa dificultou a resposta das autoridades e reduziu a capacidade de reação das comunidades locais. Em Kalikhola, próximo à fronteira tibetana, o nível da água atingiu a marca de 12,3 metros.

Fenômeno geológico e sísmico

A intensidade do colapso glacial foi tamanha que gerou um sinal sísmico registrado às 08h37 (horário local), com magnitude de 5,2. Embora tenha sido inicialmente interpretado como um terremoto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos confirmou que o sinal foi provocado exclusivamente pela queda do gelo e pelo subsequente fluxo de detritos.

Fatores agravantes

A análise técnica indica que o impacto foi amplificado por condições climáticas prévias, como as chuvas de monção e o derretimento do gelo durante o verão, que já haviam elevado o nível dos rios na região.

Ainda sob investigação, cientistas avaliam se havia água acumulada sob o glaciar ou se a queda do gelo criou um bloqueio temporário no rio, liberando repentinamente um volume massivo de água que, somado à lama e sedimentos, potencializou a devastação ao longo do vale.

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