Reações Múltiplas: Governos do Mundo Integram-se à Controvérsia Sobre Ataque ao Irã
O governo espanhol criticou o ataque militar conjuntamente realizado pelos Estados Unidos e Israel ao Irã no sábado passado. Já os líderes da Austrália, Japão e Rússia manifestaram apoio ou preocupação com as consequências das ações militares. A presidente da Comissão Europeia enfatizou a importância de garantir segurança nuclear na região
O ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, no sábado passado (28), gerou reações imediatas de países do mundo todo. Enquanto alguns governos condenaram o ato militar unilateral, outros manifestaram apoio à escalada militar no Oriente Médio.
Entre os críticos da ação dos EUA e Israel está o presidente espanhol Pedro Sanchez. Ele considerou que "a ação militar unilateral representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil". Além disso, Sanchez rejeitou as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária.
Por outro lado, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese declarou apoio ao "povo corajoso do Irã em sua luta contra a opressão". Ele destacou que o regime iraniano tem sido uma força desestabilizadora por meio de seus programas de mísseis balísticos e nucleares, bem como seu apoio a grupos armados.
A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen também manifestou preocupação com os acontecimentos no Irã. Ela enfatizou que garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar tensões é de vital importância para a estabilidade regional.
O Japão, por sua vez, determinou medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses nas áreas do ataque. A primeira-ministra Takaichi Sanae instruiu os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e adotarem todas as medidas necessárias.
A reação mais contundente veio da Rússia, com o vice-presidente Dmitry Medvedev declarando que "o pacificador agiu novamente" e que "todos sabiam disso". Ele também fez um cálculo histórico, destacando a diferença de tempo entre os EUA (249 anos) e o Império Persa (mais de 2.500 anos).
O primeiro-ministro do Líbano Nawaf Salam apelou aos libaneses para que se revestam de sabedoria e patriotismo, colocando o interesse do país acima de qualquer cálculo.
Essas reações demonstram a complexidade da situação no Oriente Médio e as diferentes perspectivas sobre os eventos. Enquanto alguns países condenaram o ataque conjunto dos EUA e Israel, outros manifestaram apoio ou preocupação com as consequências das ações militares.