Região de Granada na Espanha registra mais de 1.500 tremores desde o dia 14 de agosto
A região de Granada, na Espanha, registra mais de 1.500 tremores desde 14 de agosto, com picos de 4,8 Mw. O evento mais recente ocorreu nesta quarta-feira, em Churriana de la Vega, com magnitude de 3,1 mbLg. A Junta de Andaluz mantém o estado de preemergência
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A região de Granada, na Espanha, permanece sob monitoramento devido a uma sequência de terremotos que se estende desde o dia 14 de agosto. Embora a atividade sísmica tenha apresentado redução gradual a partir do dia 20 do mesmo mês, a ocorrência de novos tremores confirma que o episódio ainda não foi encerrado.
O evento mais recente ocorreu nesta quarta-feira, às 09h54, com magnitude de 3,1 mbLg. De acordo com o Instituto Geográfico Nacional (IGN), o epicentro foi localizado em Churriana de la Vega, com o hipocentro a cinco quilômetros de profundidade.
Dinâmica e percepção dos tremores
A baixa profundidade do hipocentro é o fator determinante para que a população sinta os movimentos, mesmo quando a magnitude é reduzida. Como a energia atinge a superfície quase integralmente, sem filtragem no trajeto, a percepção do tremor é ampliada em municípios vizinhos ao epicentro.
Além da profundidade, a composição do solo na área metropolitana de Granada influencia a intensidade sentida. Terrenos de aterro atuam como amplificadores do movimento, fazendo com que a mesma atividade sísmica seja percebida de formas distintas dependendo da localização geográfica e do material do solo.
Histórico e situação atual
A série sísmica teve início em Alhendín e registrou seus picos de intensidade nos dias 15 e 18 de agosto, quando ocorreram dois sismos de 4,8 Mw. Desde o começo do fenômeno, foram contabilizados mais de 1.500 movimentos sísmicos, a maioria de baixa magnitude.
Atualmente, a Junta de Andaluz mantém o estado de preemergência, tendo desativado a fase de emergência anterior. Apesar de a tendência ser de declínio na liberação de energia, a duração total da série e a possibilidade de novos picos de intensidade permanecem imprevisíveis. Para a geologia local, a frequência desses eventos é considerada dentro da normalidade da região.