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Reino Unido prepara remoção de mastros de navio da Segunda Guerra com carga explosiva

11 de Abril de 2026 às 07:46

A remoção dos mastros do SS Richard Montgomery, navio da Segunda Guerra Mundial no estuário do Tâmisa, será custeada em 9,5 milhões de libras pelo governo britânico. A medida visa neutralizar riscos de 1.400 toneladas de explosivos, com execução programada entre abril de 2026 e março de 2027

O governo britânico iniciou a mobilização para a retirada dos mastros do SS Richard Montgomery, naufrágio da Segunda Guerra Mundial localizado no estuário do rio Tâmisa, próximo a Sheerness. A operação, com custo estimado em 9,5 milhões de libras, visa eliminar riscos estruturais e de segurança externa relacionados à embarcação, que ainda abriga cerca de 1.400 toneladas de explosivos.

Cargueiro da classe Liberty, o navio encalhou em agosto de 1944 enquanto transportava munições para as forças aliadas durante a invasão da Normandia. As tentativas de resgate foram interrompidas um mês após o acidente, resultando no alagamento total da estrutura e na permanência da carga explosiva nos porões dianteiros.

A remoção dos mastros, que permanecem visíveis acima da superfície, é considerada fundamental para evitar que um eventual colapso da estrutura atinja o material inflamável. Além do desgaste natural, as autoridades identificaram a vulnerabilidade do local a ataques com drones. Katja Bego, pesquisadora da Chatham House, pontuou que a sabotagem pode ser realizada com drones comerciais, sem a necessidade de atores estatais sofisticados.

O impacto de uma detonação seria severo, com projeções de perdas humanas massivas e a formação de uma onda de cinco metros. Esse fenômeno poderia atingir a costa e comprometer infraestruturas críticas, incluindo um terminal de gás natural liquefeito. Como precaução, o governo estabeleceu uma zona de exclusão aérea em um raio de 1,8 km ao redor do naufrágio.

Embora o plano tenha sido anunciado anteriormente com previsão de início para 2022, o projeto sofreu sucessivos adiamentos. O Departamento de Transportes britânico confirmou agora a contratação de uma empresa especializada para a execução do serviço, prevista para ocorrer entre abril de 2026 e março de 2027, a depender das condições climáticas. Em comunicado à BBC News, o órgão afirmou que a prioridade é a segurança pública e informou que os destroços seguem estáveis e sob monitoramento técnico.

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